Interação Clonostachys rosea - Botrytis cinerea em morangueiros e mudanças metabólicas nas plantas

Botrytis cinerea, o agente etiológico do mofo cinzento, é um patógeno importante em morangueiros. Clonostachys rosea é efetivo no biocontrole dessa doença em diversas culturas, em condições controladas e de campo. O antagonista pode, ainda, promover o crescimento, aumentar a produção e induzir respo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Borges, Álefe Vitorino
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/21891
Acceso en línea:http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/21891
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mofo cinzento - Controle biológico
Antagonistas fúngicos
Botrytis cinerea
Clonostachys rosea
Plantas - Metabolismo
Análise foliar
Fitopatologia
Descripción
Sumario:Botrytis cinerea, o agente etiológico do mofo cinzento, é um patógeno importante em morangueiros. Clonostachys rosea é efetivo no biocontrole dessa doença em diversas culturas, em condições controladas e de campo. O antagonista pode, ainda, promover o crescimento, aumentar a produção e induzir respostas de defesa nas plantas. Objetivando-se investigar os efeitos da aplicação do antagonista na população do patógeno e no metabolismo da planta, estudou-se a interação entre C. rosea, B. cinerea e morangueiros com base na dinâmica populacional dos fungos e no perfil metabólico do hospedeiro. Avaliou-se a colonização foliar de ambos os fungos e a sobrevivência epifítica de C. rosea em folhas, em câmara de crescimento e em cultivos comerciais. O antagonista se estabeleceu e reduziu a colonização por B. cinerea, principalmente quando aplicado semanalmente. A população de C. rosea diminuiu com o tempo após a aplicação, e a intensidade de colonização pelo patógeno foi inversamente proporcional à do antagonista. Em câmara de crescimento, a população epifítica do antagonista reduziu-se substancialmente aos 3 dias da aplicação. Em condições de campo, onde o intervalo mínimo entre a última aplicação e coleta de folhas foi de 7 dias, não foi possível quantificar a população epifítica do antagonista. Comparou-se o perfil metabólico de morangueiros tratados com C. rosea em intervalos de 7, 14 ou 28 dias ao de morangueiros não tratados, e verificou-se que a aplicação semanal alterou o perfil metabólico. Aumentos significativos nos níveis de citrato e succinato, compostos intermediários do ciclo de Krebs, de alguns fitoesteróis, fitoestrogênios, cafeína e piceatanol foram observados. Tais alterações podem estar relacionadas à promoção de crescimento e ativação do sistema de defesa. Concluiu-se que C. rosea afetou a dinâmica populacional de B. cinerea em tecidos assintomáticos e alterou o perfil metabólico de morangueiros. Esses resultados subsidiam estudos subsequentes para elucidar o modo de ação de agentes de biocontrole.