Estudo do padrão de regressão tumoral e da distribuição das células tumorais residuais na parede retal e no mesorreto em indivíduos com câncer do reto tratados com radioquimioterapia neoadjuvante seguida de excisão total do mesorreto

Introdução: o conhecimento do padrão de regressão e da distribuição das células tumorais residuais pode ajudar na seleção de candidatos às estratégias de preservação do reto bem como às operações radicais. Objetivo: estudar e identificar fatores relacionados ao padrão de regressão tumoral e de distr...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Gheller, Alexandre
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de Brasília (UnB)
Repositorio:Repositório Institucional da UnB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unb.br:10482/51710
Acesso em linha:http://repositorio.unb.br/handle/10482/51710
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Câncer retal
Fragmentação
Distribuição
Resposta tumoral
Quimiorradioterapia neoadjuvante
Descrição
Resumo:Introdução: o conhecimento do padrão de regressão e da distribuição das células tumorais residuais pode ajudar na seleção de candidatos às estratégias de preservação do reto bem como às operações radicais. Objetivo: estudar e identificar fatores relacionados ao padrão de regressão tumoral e de distribuição das células tumorais residuais. Materiais e Métodos: estudo prospectivo composto por indivíduos com adenocarcinoma do terço médio e inferior do reto (≤ 10 cm), T3 ou T4 com N0 ou N+, tratados com radioterapia (5X5 Gy) seguida de CAPOX-6 ciclos. O padrão de regressão tumoral foi classificado como sólido ou fragmentado. Extensão intramural microscópica foi medida. Utilizado modelo de distribuição das células tumorais residuais, ainda não aplicado ao câncer do reto, definido assim: tipo I (luminal), tipo II (frente invasiva), tipo III (concêntrico) e tipo IV (aleatório). Resultados: estudados 40 pacientes com a idade mediana de 66 anos; 23 (57,5%) eram do sexo masculino. O padrão de regressão fragmentado foi identificado em 18 (45,0%) pacientes e o padrão sólido em 22 (55,0%). A presença de extensão intramural microscópica foi identificada em 25 (62,5%) casos, com variação entre 1 mm a 18 mm, mediana de 4 mm. Houve 14 (35,0%) casos de extensão intramural microscópica ≥ 10 mm. Todos os casos de regressão fragmentada, exceto um, apresentaram extensão intramural microscópica. Em 4 casos de regressão fragmentada a extensão intramural microscópica variou entre 4 e 8 mm, os demais casos apresentaram extensão intramural microscópica ≥ 10 mm. Todos os casos de extensão intramural microscópica ≥ 10 mm apresentaram o padrão de regressão fragmentado. Houve 11 (31,5%) casos com classificação tipo I, 14 (40%) casos tipo II, 10 (28,5%) casos tipo III e nenhum caso tipo IV. As variáveis CEA > 5 ng/ml, Downsizing < 50%, lesão residual em mucosa > 20 mm, e comprometimento linfonodal anatomopatológico apresentaram uma associação significativa com a ocorrência de fragmentação (p < 0,05). As variáveis entrega completa de 6 ciclos de CAPOX e presença de extensão tumoral intramural microscópica apresentaram uma associação significativa com padrão do tipo I (p < 0,05). Conclusão: a ocorrência do padrão de regressão fragmentado é comum bem como a presença de extensão intramural microscópica. Foi possível a identificação de fatores clínicos, radiológicos e patológicos associados ao tipo de regressão tumoral e ao modelo de distribuição tipo I.