Influence of protein and creatine supplementation on functional capacity, quality of life and muscle function after stroke
Introdução: O AVC é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade. A fase aguda do AVC é marcada por inflamação, inapetência, disfagia, repouso no leito e alterações da mobilidade que podem comprometer o estado nutricional. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da suplementação d...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | inglés |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/244078 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/244078 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Acidente vascular cerebral Creatina Músculo esquelético Idosos - Doenças AVC |
| Sumario: | Introdução: O AVC é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade. A fase aguda do AVC é marcada por inflamação, inapetência, disfagia, repouso no leito e alterações da mobilidade que podem comprometer o estado nutricional. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da suplementação de creatina na massa muscular, força e capacidade funcional de idosos com AVC. Além disso, foram avaliados marcadores bioquímicos de inflamação, degradação muscular e síntese. Metodologia: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, com idosos na fase aguda do AVC. Os participantes foram divididos em dois grupos: Tratamento (recebeu 10g de creatina 2x/dia) e Controle (recebeu 10g de placebo 2x/dia). Ambos os grupos receberam suplementação com proteína isolada do soro do leite em pó para atingir a meta de 1,5g de proteína/kg de peso corporal/dia e atendimento de fisioterapia diário. A intervenção ocorreu em 7 dias de internação. Verificou-se a influência da creatina na massa muscular (bioimpedância e ultrassonografia muscular), força (preensão manual e National Institutes of Health Stroke Scale), capacidade funcional (Escala de Rankin modificada), marcadores bioquímicos (3-Metil-histidina, Interleucina-6, Fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, fator de crescimento/diferenciação-15, procolágeno tipo III, insulina e progranulina). Acompanhamento para verificar capacidade funcional, força muscular, mortalidade e qualidade de vida 90 dias após o AVC. Resultados: Trinta idosos foram incluídos em 2 grupos homogêneos, a maioria do sexo masculino com AVC isquêmico moderado. A suplementação de creatina não influenciou o peso corporal, força muscular, capacidade funcional e massa muscular avaliada por ultrassom e bioimpedância. No entanto, houve um aumento no índice de massa muscular apendicular em homens, mas não em mulheres. Não houve diferença estatisticamente significativa em relação ao uso de creatina e níveis séricos de IL-6 e IGF-1, bem como procolágeno Tipo III, insulina, GDF-15 e 3-Metil-histidina. A creatina influenciou na diminuição da progranulina. A oferta calórica de 21-25 kcal/kg com 1,5g de proteína/kg por dia mostrou-se adequada para a manutenção do peso independentemente da administração de creatina. A creatina não influenciou a mortalidade e a percepção de qualidade de vida 90 dias após o AVC. Discussão: A suplementação foi segura com poucos eventos adversos relacionados e boa tolerância e aceitação. Houve um aumento no índice de massa muscular apendicular em homens, mas não em mulheres. Esse aumento agudo da massa muscular pode ser devido ao edema muscular, uma vez que o transporte de creatina para dentro da célula depende do sódio. De fato, a resposta muscular à creatina é diferente em homens e mulheres. Observa-se que há potencial para a creatina modular alguns aspectos relacionados a biomarcadores inflamatórios no AVC agudo. A literatura mostra a associação entre aumento da progranulina e mortalidade e pior prognóstico funcional após o AVC. Em nossos achados, no grupo tratamento, observou-se redução da progranulina, mas não no grupo controle. Este resultado representa o papel anti-inflamatório da creatina. Assim, a novidade deste estudo é mostrar o potencial da creatina em modular a progranulina na fase aguda do AVC. O trabalho trouxe dados essenciais relacionados à ingestão calórico-proteica durante a internação, mostrando a importância da adequação nutricional para evitar a perda de peso nesse período. Conclusão: A suplementação de creatina provou ser segura. Tem o potencial de modular alguns marcadores inflamatórios após o AVC e influenciou na redução dos valores de progranulina, refletindo seu papel anti-inflamatório. A creatina não afetou a capacidade funcional e a força, mas aumentou a massa muscular apendicular em homens. Estudos com maior número de participantes e maior tempo de intervenção devem ser realizados para melhor compreender a influência da suplementação de creatina na fase aguda do AVC. |
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