Experiência de 18 anos de transplante hepático em um centro universitário

O transplante hepático é um procedimento de alta complexidade, indicado para casos de doença hepática terminal, com intuito de prover melhor qualidade de vida e acréscimo de sobrevida ao paciente. Esse estudo consiste em uma análise retrospectiva e descritiva do perfil dos transplantes hepáticos rea...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Massucato, Eder
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05022024-170546
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-05022024-170546/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Liver transplantation
Mortalidade
Mortality
Sobrevida
Survival
Transplante hepático
Descripción
Sumario:O transplante hepático é um procedimento de alta complexidade, indicado para casos de doença hepática terminal, com intuito de prover melhor qualidade de vida e acréscimo de sobrevida ao paciente. Esse estudo consiste em uma análise retrospectiva e descritiva do perfil dos transplantes hepáticos realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) durante 18 anos, tendo como objetivo secundário identificar possíveis fatores determinantes de prognóstico. A maioria dos receptores era do gênero masculino, caucasianos, idade entre 50 e 64 anos, com nível primário de ensino completo, peso normal ou sobrepeso, com história de etilismo prévio e as hepatites virais foram a etiologia mais comum da doença hepática. Pouco mais de 50% dos pacientes receberam pontuação especial para transplante, sendo a situação especial mais comum o carcinoma hepatocelular (31,44%). Os fatores determinantes de melhor prognóstico observados foram: inclusão do receptor como \"situação especial\" por ascite refratária (HR 0,46) e uso de inotrópicos pelos doadores no momento da doação (HR 0,61). Os fatores de pior prognóstico encontrados foram: sexo feminino (HR 1,42), diabetes mellitus (HR 1,42), hepatites fulminantes (HR 3,51), presença de trombose de veia porta (HR 1,72), doadores classificados como baixo peso (HR 2,2), o uso de concentrado de hemácias durante o transplante, seja de 1 a 5 unidades (HR 1,67) ou 6 ou mais unidades (HR 3,01), tempo de isquemia fria maior que 12 horas (HR 4,0), tempo de cirurgia superior a 10 horas (HR 1,99), MELD maior ou igual a 30 e menor que 40 pontos (HR 1,9), MELD maior ou igual a 40 pontos (HR 2,98) e lesão de isquemia-reperfusão grave do enxerto (HR 5,95). A sobrevida geral em 1, 5 e 10 anos encontrada foi de 66%, 57% e 51%, respectivamente. Com o melhor conhecimento do perfil da população atendida e os potenciais riscos associados às características dos receptores, doadores e do procedimento em si, cria-se um cenário favorável para tomada de decisões mais assertivas quanto às políticas adotadas e estratégias para mitigá-los.