Inteligência artificial, pós-humanismo e educação : entre o simulacro e a assemblagem

Resumo: Argumenta-se contra a personalização de agentes de inteligência artificial (IA) generativas baseadas em modelos de linguagem natural tais como ChatGPT e Bard. Propõe-se que projetar "humanidade" nesse tipo de artefato é uma forma de apego antropocêntrico improdutivo educacionalment...

Full description

Bibliographic Details
Author: Buzato, Marcelo El Khouri, 1965-
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repository:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1372154
Online Access:https://hdl.handle.net/20.500.12733/14626
Access Level:Open access
Keyword:Inteligência artificial
Pós-humanismo
Cognição
Consciência
Artificial intelligence
Post-humanism
Cognition
Cognição distribuída
Conscience
ChatGPT
Artigo original
Description
Summary:Resumo: Argumenta-se contra a personalização de agentes de inteligência artificial (IA) generativas baseadas em modelos de linguagem natural tais como ChatGPT e Bard. Propõe-se que projetar "humanidade" nesse tipo de artefato é uma forma de apego antropocêntrico improdutivo educacionalmente; sugere-se, como alternativa, o modelo da assemblagem cognitiva (novo inconsciente) de Katherine Hayles, no qual cognições técnicas (não-conscientes) produzem modos de atenção-reconhecimento que têm agencia moral e política, mas não se confundem com consciências humanas. Explica-se a projeção de uma teoria da mente no artefato a partir do arcabouço da pós-fenomomenlogia e adverte-se que nem demonizar a inteligência artificial, nem tratar esses simulacros como inteligências de facto, "empodera" o humano, mas apenas reencena versões progressivamente mais reducionistas do humano idealizado do humanismo. Urge que se utilieze de forma mais transparente as articulações entre consciência e modos não-humanos de atenção-reconhecimento para que tanto estudantes IAs não se tornem cada vez menos "inteligentes"