Efeito na ingestão e metabolismo energético de alimentos modificados

Estudos sobre fatores dietéticos, relacionados à obesidade, têm sido concentrados no consumo de carboidratos e lipídios, sendo que alguns autores consideram a obesidade associada ao consumo em excesso de gordura, enquanto outros, aos carboidratos refinados. Uma grande variedade de novos produtos par...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Mourão, Denise Machado
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2001
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/11314
Acceso en línea:http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/11314
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ingestão
Saciedade
Metabolismo energético
Obesidade
Ciência e Tecnologia de Alimentos
Descripción
Sumario:Estudos sobre fatores dietéticos, relacionados à obesidade, têm sido concentrados no consumo de carboidratos e lipídios, sendo que alguns autores consideram a obesidade associada ao consumo em excesso de gordura, enquanto outros, aos carboidratos refinados. Uma grande variedade de novos produtos para controle de peso tem surgido no mercado, sendo extremamente atrativos para indivíduos que desejam perder ou manter o peso. Contudo, quando modificações de um produto alimentício convencional são feitas, implicando em redução do conteúdo calórico, alterações no metabolismo energético e no controle do apetite podem ocorrer, tornando a eficiência do uso destes produtos no controle da obesidade um tema de grande controvérsia. O presente estudo objetivou avaliar o efeito de alimentos modificados na ingestão alimentar e no metabolismo energético de homens de peso normal e com sobrepeso. Duas dietas isoenergéticas foram utilizadas, sendo compostas por três preparações convencionais, dieta padrão, e, três “análogos” diet, dieta modificada (maior quantidade de carboidratos complexos). A Escala de Analogia Visual (VAS) foi utilizada para avaliar diferenças na percepção sensorial entre os grupos, e sensações referentes a ingestão alimentar. Utilizou-se a calorimetria indireta, para obtenção dos dados referentes ao metabolismo energético. Não foi encontrada diferença (P>0,01) na percepção das características sensoriais avaliadas, aparência, aroma, sabor, gosto residual, e palatabilidade, entre os grupos. Diferenças entre o volume das duas dietas testadas (P<0,05) não permitiram obter resultados conclusivos sobre o real efeito dessas dietas na ingestão alimentar. Porém, independentemente da dieta testada, não se observou diferença na fome (P>0,05) entre os grupos, mas foi observada, no grupo com sobrepeso, uma menor saciedade (P<0,05), e uma queda (P<0,01) no desejo por alimentos doces ao longo do tempo. Na investigação da resposta metabólica, o grupo com sobrepeso apresentou um gasto energético superior e uma termogênese inferior (P<0,01), independente da dieta. Verificou-se também, um quociente respiratório de repouso, gasto energético de repouso, termogênese, e oxidação de carboidratos superior (P<0,05) após o uso da dieta modificada, independente do grupo. Os resultados sugerem que uma dieta isoenergética, com uma maior quantidade de carboidratos complexos, tende a elevar o quociente respiratório, promovendo assim um aumento na termogênese e no gasto energético. Desta forma, verificou-se que muitos são os fatores que podem influenciar na ingestão alimentar e no metabolismo energético, e que a composição de macronutrientes, em especial o perfil de lipídios e carboidratos, também devem ser considerados nos estudos referentes a fatores dietéticos relacionados à obesidade.