Migração e saúde: perfil de saúde dos migrantes haitianos no Brasil 2010/2018

Introdução: O Brasil se tornou um país de migração intensa da população haitiana entre os anos de 2010 e 2018. São poucos os estudos sobre esse tema, sobretudo sobre a saúde dos migrantes haitianos no Brasil, como pode ser verificado em revisão da literatura. . Objetivo: Conhecer o perfil de saúde d...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lalane, James Berson
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-27102021-144240
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-27102021-144240/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Haitian
Haitianos
Health profile
International migration
Migração
Migração internacional
Migrantes no Brasil
Migrants in Brazil
Migration
Perfil de de saúde
Public information systems
Sistemas de informações publico
Descrição
Resumo:Introdução: O Brasil se tornou um país de migração intensa da população haitiana entre os anos de 2010 e 2018. São poucos os estudos sobre esse tema, sobretudo sobre a saúde dos migrantes haitianos no Brasil, como pode ser verificado em revisão da literatura. . Objetivo: Conhecer o perfil de saúde dos migrantes haitianos no Brasil no período de 2010 a 2018. Métodos: Foi adotada metodologia de revisão de escopo da literatura sobre o perfil dos migrantes haitianos no Brasil no período 2010-2020, com base no protocolo do instituto Joanna Brigg e foram identificadas e analisadas as bases de dados que incluem informações sobre nacionalidade do Ministério da Justiça e de Segurança Pública, da Polícia Federal, do Ministério do Trabalho e do Ministério da Saúde de 2010 até 2018, Resultados: Durante o período analisado a Polícia Federal registrou 116.625 entradas de migrantes haitianos, com concentração das entradas, 73,78%, entre os anos de 2015 a 2017, , sendo a maioria do sexo masculino. A faixa etária dos migrantes que entraram no Brasil se concentra entre as idades de 20 anos até 44 anos, em ambos os sexos. No período 2010 a 2018, o Ministério do Trabalho registrou 48.116 trabalhadore(a)s haitiano(a)s. Os homens representam 76,10% dos registros, enquanto as mulheres representam 23,90%. Observou-se que 42,15% dos trabalhadore(a)s haitiano(a)s referiram ter escolaridade de Ensino Medio Completo e que as trabalhadoras de sexo feminino são mais jovens, em comparação com os de sexo masculino. Em relação aos dados do Ministério da Saúde, encontrou- se que o sistema de Sistema de Internaçãoe Hospitalares/SIH do DATASUS, registrou 3.926 internações de haitiano(a)s, concentradas entre os anos de 2015 a 2018, representando 89,35%. Entre 2010 e 2018, 91% das internações de mulheres corresponderam às idades de de 20 a 39 anos, e tiveram como diagnóstico de internação o parto. O Sistema de Informação de Mortalidade/ SIM do DATASUS registrou 481 óbitos do(a)s migrantes haitiano(a)s, concentrados entre os anos de 2014 a 2018, com 93,98% de registro nesse período. A distribuição proporcional da mortalidade se concentra entre as idades de 20 até 44 anos em ambos os sexos. Conclusão: A variação no fluxo das entradas dos migrantes haitianos no período refletem os políticas adotadas pelo Brasil, mais ou menos favoráveis à migração, e com entradas pela Região Norte, ou pela Região Sudeste. A população migrante é composta de adultos jovens, predominantemente masculina, que declara escolaridade de nível médio e apresenta perfil de internações no SUS compatível com população com essas características. A forma em que as informações são registradas nos sistemas de saúde analisados não permite conhecer o tamanho da população em cada ano e a sua residência final, o que dificulta a interpretação mais aprofundada. Os resultados dessa pesquisa apontam a necessidade de produzir dados mais consistentes e precisos dos fluxos migratórios no Brasil, no sentido de contribuir para uma efetiva integração dos migrantes e refugiados na sociedade brasileira