Crowding-out ou Crowding-in?: uma análise do impacto dos gastos militares nos investimentos privados no Brasil

A presente dissertação realizou testes econométricos para analisar empiricamente a relação entre os gastos militares e os investimentos privados no Brasil em dois períodos: de 2000 a 2018 e de 1977 a 2018. Foram utilizados os modelos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) e o Auto Regressive Dependent L...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lima, Rafael de Morais
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Escola Superior de Guerra (ESG)
Repositorio:Repositório Institucional da Escola Superior de Guerra (ESG)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.esg.br:123456789/1587
Acesso em linha:https://repositorio.esg.br/handle/123456789/1587
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Forças Armadas - Orçamento
Indústria de Defesa
Gastos militares
Economia - Brasil
Descrição
Resumo:A presente dissertação realizou testes econométricos para analisar empiricamente a relação entre os gastos militares e os investimentos privados no Brasil em dois períodos: de 2000 a 2018 e de 1977 a 2018. Foram utilizados os modelos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) e o Auto Regressive Dependent Lagged (ARDL) com o Teste de Limites, para analisar a relação entre as variáveis. A análise econométrica demonstrou que em nenhum dos modelos analisados se verificou relação estatística entre os gastos militares e os investimentos privados no Brasil, nem no curto, nem no longo prazo. Os resultados se mantiveram para a análise alternativa que desagregou os gastos militares em investimentos em equipamentos e em demais gastos. A teoria do Salário Social de Smith (1980) aparenta ser insuficiente para explicar a situação do Brasil, uma vez que não há evidências de crowding-out (substituição) nem crowding-in (complementariedade). Logo, os resultados apontaram que os gastos militares e os investimentos privados no Brasil podem não serem relacionados, enquanto outras variáveis macroeconômicas, como a taxa real de crescimento do PIB e a taxa de desemprego, possuem um efeito estatisticamente significativo sobre os investimentos privados.