Estudo dos fatores determinantes do desempenho em provas de meio-fundo e fundo do atletismo

As corridas de meio-fundo e fundo no atletismo tem participação do metabolismo aeróbio e do metabolismo anaeróbio, porém, há muita divergência na literatura acerca da contribuição desses metabolismos para o desempenho de cada prova, bem como dos fatores determinantes do desempenho nas competições de...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Trevelin, Lucas Pompeu
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15052025-092746
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/109/109131/tde-15052025-092746/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Athletics
Atletismo
Corrida
Desempenho esportivo
Running
Sports performance
Descripción
Sumario:As corridas de meio-fundo e fundo no atletismo tem participação do metabolismo aeróbio e do metabolismo anaeróbio, porém, há muita divergência na literatura acerca da contribuição desses metabolismos para o desempenho de cada prova, bem como dos fatores determinantes do desempenho nas competições de 800, 1500 e 5000m no Atletismo. Nesse contexto, são escassos os estudos em que relações entre testes motores e variáveis fisiológicas com o desempenho nestas provas de pista tenham sido testadas. Complementarmente, o entendimento do poder de explicação dos testes usualmente utilizados como ferramentas de controle de efeitos treino e predição do desempenho em corredores ainda é relativamente escasso para provas de pista e campo. Isto posto, fazem-se necessárias investigações acerca do poder de predição do desempenho por meio de testes de campo. A partir dessas considerações, o objetivo deste estudo foi verificar o poder de explicação de testes cardiorrespiratórios e motores no desempenho de corridas de meio-fundo e fundo em atletas de atletismo. A amostra foi composta por 17 atletas do sexo masculino, especialistas em provas de 800m, 1500m ou 5000m com idade (anos) 31,94±9,26; massa corporal (kg) 70,55±10,07; estatrura (cm) 177,41±7,69; tempo de prática (meses) 89,88±66,09; IMC (Kg/m²) 22,31±1,76; gordura corporal (%) 13,92±3,79; massa magra (g) 57280±8222,69; VO2máx relativo esteira (ml/kg/min) 57,93±4,29 e VO2máx relativo pista (ml/kg/min) 65,81±3,92. Foram realizadas as seguintes mensurações: densitometria óssea de dupla energia (DXA) para antropometria, Time Trials para as distâncias de 800, 1.500 ou 5.000 metros (pista), saturação de oxigênio muscular por espectroscopia por infra-vermelho próximo (pista e esteira), frequência cardíaca (pista e esteira), concentração de lactato sanguíneo (pista e esteira), cadência e comprimento do passo (pista). Por fim, os testes de resistência de salto vertical (RSV); Countermovent Jump (CMJ); Squat Jump (SJ); teste incremental até a exaustão em esteira ergométrica e em pista; teste supramáximo em esteira e teste de economia de corrida (esteira) foram realizados. Os resultados foram tratados utilizando-se o software estatístico IBM SPSS (Inc. Chicago, IL) for Windows v. 23. Os dados foram expressos em média e desvio padrão, além disso, foi realizada uma regressão linear múltipla por meio da estratégia stepwise para a obtenção do poder de explicação de cada variável em função do desempenho pelo tempo em segundos nos Time Trials. A ANOVA de medidas repetidas foi utilizada para as seguintes comparações: comparar as variáveis relacionadas a condições climáticas, as variáveis fisiológicas do repouso, de cada uma das diferentes provas e as variáveis fisiológicas e biomecânicas médias de cada prova. Para comparar as variáveis fisiológicas de dos testes incrementais em esteira e pista foi utilizado o teste t de Student. O nível de significância foi previamente estabelecido ( α= 5%). Como resultados das variáveis encontradas nos Time Trials a lactacidemia após três minutos diminuiu em relação ao aumento das distâncias das provas. Já frequência cardíaca e a saturação de oxigênio aumentaram com o aumento da distância das provas. Os valores de hemoglobina não apresentaram diferença entre os testes. A cadência e o comprimento do passo diminuiram de acordo com o aumento nas distâncias das provas. O VO2máx relativo, o VO2máx absoluto e a velocidade no limiar de lactato 2 apresentaram maior valor na pista. No teste de tempo limite, os valores de lactato, frequência cardíaca e saturação de oxigênio apresentaram valores semelhantes aos encontrados nos testes de Time Trial. Para os resultados dos Time Trials, as variáveis que mais se relacionaram com o desempenho foram: cadência e comprimento do passo (800m, 1500m e 5000m), economia de corrida (800m e 1500m), taxa de utilização excêntrica, contribuição alática e iVO2máx (800m), percentual de gordura corporal (1500m), frequência cardíaca média e velocidade do limiar de lactato 2 (5000m). Concluiu-se que a partir das relações entre os testes de campo e os desempenhos nos Time Trials em atletas de ateltismo de 800m, 1500m e 5000m, tanto as variáveis antropométricas (percentual de gordura), biomecânicas (cadência e comprimento do passo) e fisiológicas (frequência cardíaca) quanto as variáveis aeróbias (economia de corrida) e anaeróbias (taxa de utilização excêntrica, velocidade do limiar de lactato 2 e contribuição alática) se mostram importantes no contexto dessas provas. Já o teste incremental em esteira ergométrica, o teste de tempo limite, o teste de economia de corrida e os testes de salto (countermovement/squat jump) são estratégias válidas de avaliação, controle e predição de desempenho nas provas de meio fundo e fundo no Atletismo.