A fundamentação da nulidade ontológica do mal no pensamento de Agostinho de Hipona
O objetivo central da presente dissertação é examinar o processo de fundamentação da nulidade ontológica do mal empreendido pelo filósofo cristão Agostinho de Hipona (354-430) no contexto da filosofia Patrística. Num primeiro capítulo, o trabalho reconstitui basicamente os aspectos gerais da cosmolo...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/9313 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9313 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Agostinho de Hipona Criação Deus Livre-arbítrio Mal Vontade Augustine of Hippo Creation God Free Will Evil Will CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Sumario: | O objetivo central da presente dissertação é examinar o processo de fundamentação da nulidade ontológica do mal empreendido pelo filósofo cristão Agostinho de Hipona (354-430) no contexto da filosofia Patrística. Num primeiro capítulo, o trabalho reconstitui basicamente os aspectos gerais da cosmologia agostiniana, com ênfase nos conceitos de: creatio ex nihilo (criação a partir do nada), criação simultânea, matéria informe, rationes seminales (razões seminais) e ordem. A exposição do capítulo subsequente busca elucidar os fundamentos da noção ontológica de Bem. Em razão disso, toma o conceito agostiniano de Deus e estabelece uma correlação do mesmo para com a ideia de Sumo Bem. Em seguida, aborda o conceito de natureza, intentando, concomitantemente, realizar uma distinção entre dois níveis, isto é, a natureza divina e a natureza criada. Explora o tema da fundamentação antropológica da vontade livre, qualificando-a como um bem. No terceiro e último capítulo, a explanação tem como foco a apresentação do cerne da teodiceia agostiniana, ou seja, a tese acerca da nulidade ontológica do mal e a definição deste como privatio (privação). Expõe as categorias de amor e liberdade da vontade, assim como a hierarquização dos bens criados inerentes à ontologia de Agostinho. Trabalha, finalmente, o conceito de livre-arbítrio, situando e compreendendo o mal desde uma perspectiva moral e, portanto, relativa ao agir humano, definindo-o como consequência do uso desregrado da vontade livre. |
|---|