Etnicidade e memória entre quilombolas em Irará, Bahia

Este trabalho faz uma apreciação do percurso histórico dos quilombolas da comunidade de Olaria, no município de Irará, no estado da Bahia. Esta região fica localizada a 6 km do distrito sede, foi fundada no final do século XIX por famílias de ex-escravos que resistiram à escravidão. A origem da ocup...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Santos, Jucélia Bispo dos
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Repositorio:Revista de Ciências Humanas (Florianópolis. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufsc.br:article/13953
Acesso em linha:https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/2178-4582.2009v43n1p121
Access Level:acceso abierto
Descrição
Resumo:Este trabalho faz uma apreciação do percurso histórico dos quilombolas da comunidade de Olaria, no município de Irará, no estado da Bahia. Esta região fica localizada a 6 km do distrito sede, foi fundada no final do século XIX por famílias de ex-escravos que resistiram à escravidão. A origem da ocupação inicial data de mais de cem anos, segundo a memória dos moradores mais antigos, as referidas terras, nas quais os atuais moradores residem, foram ocupadas num período anterior à Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel do Brasil. A recordação dos nativos mais velhos abaliza que os primeiros moradores desse lugar chagaram à região por volta de 1840. Assim sendo, apresenta-se uma análise que identifica as dinâmicas interétnicas que foram constituídas em torno da memória dos quilombolas, nos períodos que vão da origem do município, na segunda metade do século XVII, aos dias atuais, quando essas comunidades foram conhecidas como remanescentes de quilombos.