Histórias de pescadores: memórias de vidas submersas
Este trabalho consiste em um registro das histórias de pescadores da comunidade de Nova Porto XV – distrito de Bataguassu, Mato Grosso do Sul – atingida pela barragem da Usina Engenheiro Sergio Motta de Porto Primavera. Propomos um mergulho no imaginário dos pescadores principalmente no que se refer...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/97674 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/97674 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Psicologia social Memoria - Aspectos sociais Pescadores - História - Brasil Social psychology Fishermen tales Social memory Material imagination Daydream |
| Sumario: | Este trabalho consiste em um registro das histórias de pescadores da comunidade de Nova Porto XV – distrito de Bataguassu, Mato Grosso do Sul – atingida pela barragem da Usina Engenheiro Sergio Motta de Porto Primavera. Propomos um mergulho no imaginário dos pescadores principalmente no que se refere à história do povoado, ao trabalho no rio, ao deslocamento obrigatório após a cheia do lago e ao processo de adaptação. Compomos, a partir da linguagem desta gente, um quadro geral capaz de expressar sua compreensão da própria história, das forças políticas que interferiram no seu destino, dos fatos que se abateram sobre ela e tantos outros imprevistos deflagrados pela mudança forçada do lugar onde viviam. As narrativas colhidas no espaço público e nas conversas informais - histórias e casos sobre o passado e o presente - compõem uma crônica do cotidiano, exaltam a materialidade da vida e da ação transformadora do pescador sobre o espaço. Ao narrar, os pescadores devaneiam, concretizam sua apreensão da realidade. Devaneios esses que não atuam como meras abstrações ou fugas do real, pelo contrário são estratégias para agir sobre o mundo, construir a vida e retomar as rédeas do próprio destino. Esta forma particular de registro da memória coletiva propicia o encontro com as formas de organização das práticas e dos costumes na vila desde seu surgimento no início do século XX, passando por todas as suas variações, até uma descrição dos modos de vida atuais. As narrativas colhidas nas conversas informais do cotidiano dos pescadores revelam uma relação complexa e ambígua com o espaço e o tempo. Por um lado, mostra uma exultação provocada pela experiência do conforto e facilidade da nova vida urbana... |
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