Métodos de isolamento de inflorescências para melhorar a eficiência das autofecundações em Eucalyptus spp.

Recentemente, alguns programas de melhoramento de Eucalyptus, vêm tentando autofecundar genitores pré-selecionados, para eliminar, pelo menos em parte, a carga genética, fixar alelos favoráveis e, assim, desenvolver linhagens semiendogâmicas visando à produção de híbridos de maior produtividade. No...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sousa, João Edésio de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/42696
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/42696
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Melhoramento Vegetal
Eucalipto - Melhoramento genético
Eucalipto - Autofecundação
Eucalipto - Genotipagem
Microssatélites
Eucalyptus - Genetic improvement
Eucalyptus - Self-fertilization
Eucalyptus - Genotyping
Microsatellites
Alleles
Alelos
Descripción
Sumario:Recentemente, alguns programas de melhoramento de Eucalyptus, vêm tentando autofecundar genitores pré-selecionados, para eliminar, pelo menos em parte, a carga genética, fixar alelos favoráveis e, assim, desenvolver linhagens semiendogâmicas visando à produção de híbridos de maior produtividade. No entanto, a taxa de sucesso nessas autofecundações não tem sido alta, em especial, por contaminações com pólen externo. Conduziu-se este trabalho, com o objetivo de avaliar combinações de métodos de isolamento de ramos, visando a minimizar a contaminação por pólen externo, na produção de progênies autofecundadas de Eucalyptus. Para isso, foram testados sete tratamentos diferentes, variando os métodos de autopolinização e o material para isolamento dos ramos (tipo e espessura do tecido). Os tratamentos foram aplicados em seis matrizes de cada uma das espécies E. grandis e E. urophylla, com três repetições (ramos diferentes na mesma matriz) e 100 botões polinizados em cada repetição. Para este trabalho, foram escolhidas árvores matrizes que estavam, naquele momento, com floração no estágio ideal para a polinização. A maior parte dessas matrizes já era conhecida quanto à tolerância à geração de progênies por autofecundação, por terem passado por análises anteriores baseadas em verificação por genotipagem com microssatélites. Os frutos foram colhidos, beneficiados, e as sementes de cada repetição semeadas em 11 tubetes. Em razão do elevado custo da verificação de autofecundação por genotipagem de microssatélites, foram selecionados três dos sete tratamentos para genotipagem. Para cada tratamento e repetição, foram avaliados os seguintes parâmetros: (1) o número de botões vingados 30 dias após as polinizações; (2) o número de frutos colhidos 180 dias após as polinizações; (3) o número de tubetes com mudas germinadas 30 dias após a semeadura; e (4) o número e proporção de mudas, comprovadamente, derivadas de autofecundação via genotipagem por microssatélites. Não houve diferença significativa no número de botões vingados, frutos colhidos e tubetes germinados entre os tratamentos das matrizes avaliadas. Houve diferença significativa para a espécie, sendo que as matrizes de E. urophylla tiveram maior sucesso nas autofecundações quando comparadas à E. grandis. Com base na genotipagem, a taxa de sucesso de autofecundação só foi significativamente afetada pela espécie, sendo também mais favorável em E. urophylla. Em relação aos tratamentos e às classes de matrizes também não houve diferença significativa na taxa de autofecundação. Esse resultado, apesar de inesperado, representa um importante avanço para o programa de geração de linhagens semiendogâmicas da empresa. Como não foi detectada diferença significativa entre os tratamentos, pode-se optar pelo tratamento com maior facilidade operacional. Sendo assim, as autofecundações poderão ser realizadas na empresa, seguindo o método que consiste na simples limpeza e proteção dos ramos, antes da abertura das flores, eliminando-se a necessidade de armazenamento de pólen e da polinização controlada, o que facilita bastante a operacionalidade do processo.