Seleção dos genótipos de tomateiros africanos resistentes ao ácaro Tetranychus evansi (Acari: Tetranychidae)
O ácaro-vermelho-do-tomateiro, Tetranychus evansi Baker e Pritchard (Acari: Tetranychidae), foi introduzido em diversos países da África e da Europa a partir da América do Sul. Nesses países, este ácaro encontrou condições favoráveis ao seu desenvolvimento e se tornou uma das principais pragas do to...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/153529 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/153529 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | ácaro-vermelho-do-tomateiro antibiose não preferência Solanum spp tricomas tomato red spider mite antibiosis non-preference trichomes |
| Resumo: | O ácaro-vermelho-do-tomateiro, Tetranychus evansi Baker e Pritchard (Acari: Tetranychidae), foi introduzido em diversos países da África e da Europa a partir da América do Sul. Nesses países, este ácaro encontrou condições favoráveis ao seu desenvolvimento e se tornou uma das principais pragas do tomateiro, podendo causar perdas de produtividade de até 90%. Devido ao seu elevado potencial biótico, o controle desse ácaro é dificultado pela baixa eficiência dos produtos empregados e pelas populações resistentes aos acaricidas. Dessa forma, o uso de plantas resistentes se torna essencial como uma alternativa ideal de controle, uma vez que permite a manutenção da praga em níveis inferiores aos de dano econômico, minimizando o impacto ambiental do uso de acaricidas e diminuindo os custos de produção. Diante disto, o objetivo deste trabalho foi selecionar genótipos de tomateiro provenientes da África que confiram resistência ao ácaro T. evansi utilizando os genótipos sul americanos de tomateiros selvagens como testemunha. Foram avaliados cinco genótipos de tomateiros comerciais Solanum lycopersicum L. oriundos do Institut National des Recherches Agricoles du Bénin (INRAB), sendo var. AKIKON, var. TOUNVI, var. KEKEFO oriundos do Benin, var. TOML4 oriundo do Senegal, var. TLCV15 oriundo da República Democrática de Congo, e os genótipos selvagens sul americanos: Solanum pennellii Correll LA-716 e Solanum habrochaites Knapp e Spooner var glabratum (PI134417 e PI134418) oriundos do Instituto Agronômico de Campinas, SP-Brasil. Foram realizados experimentos de preferência para atratividade e para o oviposição com chance e sem chance de escolha em laboratório, assim como a relação com a densidade de tricomas foliares com a preferencia do ácaro foram realizados. Foi realizado também um experimento de resistência por antibiose mediante a duração dos estádios de desenvolvimento, oviposição, viabilidade de ovos, sobrevivência nesses genótipos mantidos em câmara climatizada. Os genótipos de tomateiro africanos (AKIKON, TOUNVI, KEKEFO, TOML4 e TLCV15) possuem maior densidade de tricomas não glandulares especialmente o tipo Va, o que proporcionou maior preferência para atratividade e oviposição do ácaro T. evansi ao comparar com os resultados dos genótipos sul americanos de tomateiros (LA-716 e PI134417). Nenhum dos genótipos africanos testados apresentou resistência por antibiose. De acordo com nível de resistência dos genótipos testados porém, os selvagens da América do Sul (PI134417 e PI134418) foram altamente resistentes ao ácaro, os genótipos de tomateiro africanos TLCV15 e TOML4 foram moderadamente resistentes, enquanto AKIKON foi suscetível e os genótipos TOUNVI e KEKEFO foram altamente suscetíveis ao ácaro vermelho. |
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