Paisagens e turismo na-da Lagoa Miriam (Brasil - Uruguai) : complexus de práticas e significados
Esta tese versa sobre a significação das paisagens lacustres, ancorada nas práticas apropriadas pelo/para o turismo/lazer, aqui vistos de modo matizado. As partes da tese são redigidas de acordo com o voo de uma pipa, a partir dos ventos de pesquisa. A Lagoa Mirim é o maior corpo hídrico do seu gêne...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/221652 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/221652 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Geografia do turismo Turismo Lazer Paisagens Mirim, Lagoa (Brasil e Uruguai) Landscapes Tourism/Leisure Tourist Practices; Complexity Mirim Lagoon (Brazil/Uruguay) Paisajes Turismo/Ocio Prácticas turísticas Complejidad Laguna Merín (Brasil/Uruguay) |
| Sumario: | Esta tese versa sobre a significação das paisagens lacustres, ancorada nas práticas apropriadas pelo/para o turismo/lazer, aqui vistos de modo matizado. As partes da tese são redigidas de acordo com o voo de uma pipa, a partir dos ventos de pesquisa. A Lagoa Mirim é o maior corpo hídrico do seu gênero no Brasil e no Uruguai, cujo talvegue vem lhe servindo de limite internacional. As margens da Lagoa apresentam densa historicidade, ecossistema biodiverso, inseridos na Planície Costeira do Rio Grande do Sul e está presente no bioma pampa. O turismo/lazer tem-se constituído como um dos usos territoriais nessa zona de fronteira, calcado em paisagens lacustres e práticas sazonais, que envolvem olhar e performar. A paisagem é um conceito geográfico que parece dialogar com o saber-fazer Turismo. A questão desta pesquisa é: Como os Sujeitos do turismo/lazer interpelam as paisagens lacustres em seus encontros/experiências? O objetivo geral é, pois, compreender como os Sujeitos do turismo/lazer interpelam as paisagens em seus encontros/experiências. Os objetivos específicos são: caracterizar os sítios de encontro como versões turísticas particulares do todo lacustre "Lagoa Mirim"; analisar as estéticas subjacentes à apreciação (visual) dessas paisagens lacustres; identificar práticas e performances turísticas que ocorrem nos sítios estudados, durante o veraneio. Os pressupostos teórico-conceituais envolvem a paisagem, segundo a Nova Geografia Cultural (modo de ver), a Geografia Fenomenológica (modo de ser) e pelo olhar turístico a essas paisagens. O estudo de caso múltiplo compreende documentação (fotografias do Instagram e comentários do Trip Advisor), observação direta e entrevistas semipadronizadas, seguida de análise qualitativa de conteúdo (decomposição, codificação e recomposição) e triangulação, até atingir saturação teórica. Assenta-se, assim, no método da Complexidade de Edgar Morin sobretudo, nos princípios Dialógico, Recursivo e Hologramático, e na noção de Sujeito. Os sítios do recorte de estudo são a Praia da Vila da Capilha (Rio Grande, Brasil) – localidade histórica no entorno da Estação Ecológica do Taim - o Balneário de Lago Merín (Río Branco, Uruguai) – construído com essa finalidade – e o Porto Pindorama (Santa Vitória do Palmar, Brasil) – desativado como terminal. Cada um desses arranjos forja à sua maneira trajetórias de (des)encontro com paisagens e práticas do turismo/lazer. As narrativas trazidas pelas fotografias informam que os juízos estéticos, de interesse desinteressado, voltam-se à apreciação calcada na categoria do pitoresco e remontam o olhar romântico, com destaque para o pôr do sol, o atracadouro e a antiga capela, respectivamente no Porto e na Capilha, e mais próximo de uma paisagem de férias e de olhar coletivo, em Lago Merín. A geograficidade dos valores e atitudes veiculadas são o plácido, a rusticidade, a aventura, o horizonte e a automobilidade, entre outros. As práticas observadas e mapeadas são, por vezes, mais vastas que as documentadas e enunciadas. As performancesnos/dos palcos mostram-se variadas e vão desde as conformistas até as contestadoras, passando pelas pós-turísticas. Os Sujeitos-turistas são tidos como estéticos, semiósicos e operators (de fotografia). A fotografia turística é o elo entre a representação formada pelo visual, e o mais-que-representacional formado pelas performances do posar, fotografar e postar em mídia social. O índice do encontro (a fotografia) dialogicamente transforma-se em convite para encontros por outros Sujeitos. A tese é a de que, na constituição do fenômeno turístico/de lazer, as práticas/performances e os significados das paisagens são tecidos em um todo complexus. Propostas de diretrizes de interpretação turística parecem conduzir a novas camadas de significação a essa paisagem lacustre una/múltipla. |
|---|