Prêmio de tamanho: uma contribuição para a estimação do custo de capital de empresas de capital fechado

Apesar das contribuições de Banz e Reinganum (1981) e Fama & French (1993; 2014), ainda há uma lacuna significativa, tanto no meio acadêmico quanto no corporativo, em relação à forma de mensuração e aplicação do fator \"Prêmio pelo Tamanho\" ou \"Prêmio pelo Risco Específico\"...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Torquato, Matheus
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11092025-155017
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-11092025-155017/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Size Premium
Asset pricing
CAPM
Cost of capital
Efeito de tamanho
Excess return
Precificação de ativos
Retorno em excesso
Risco específico
Size effect
Descripción
Sumario:Apesar das contribuições de Banz e Reinganum (1981) e Fama & French (1993; 2014), ainda há uma lacuna significativa, tanto no meio acadêmico quanto no corporativo, em relação à forma de mensuração e aplicação do fator \"Prêmio pelo Tamanho\" ou \"Prêmio pelo Risco Específico\" no cálculo do custo de capital. Este fator é amplamente utilizado em laudos de avaliação, que, por sua vez, são fundamentais para finalidades fiscais, atendimento às normas contábeis e precificação de ativos a valor justo. Assim, a discussão sobre os parâmetros adequados para esta variável torna-se crucial. À luz da Hipótese de Mercados Eficientes (Fama, 1970) e da Teoria das Carteiras (Markowitz, 1952), que culminou no modelo do CAPM (Sharpe, 1964; Lintner, 1965), este estudo tem como objetivo não apenas evidenciar os problemas associados à forma como o Size Premium vem sendo adotado por consultorias profissionais, mas também propor um aprimoramento de metodologias adequadas para seu cálculo e mensuração, especialmente que seja aplicável para empresas de capital fechado. Para atingir esse objetivo, analisaram-se os retornos de empresas, relacionando médias de prêmios residuais a diferentes categorias de tamanhos e incorporando variáveis de controle como rentabilidade, investimentos, setores e alavancagem. Essa abordagem possibilita aprimorar o cálculo do Size Premium, frequentemente adotado de forma subjetiva, e refinar a incorporação do fator de tamanho no cálculo do custo de capital. Partindo-se da hipótese de que o tamanho influencia diretamente na volatilidade da empresa, buscou-se responder à seguinte questão: Qual é a razão efetiva dos retornos em excesso esperados para diferentes portes de empresas? Os resultados indicam que o Size Premium é um fenômeno dinâmico e relevante, mas pode ser mensurado com maior acuracidade, diminuindo subjetividades associadas à escolha de decis ou diferentes proxies de tamanho. Além disso, o modelo base proposto mostrou-se robusto e confiável para o cálculo do prêmio, especialmente ao considerar fatores como rentabilidade, investimentos, setores e alavancagem, podendo ser utilizado para empresas de capital fechado. Adicionalmente, o estudo destaca a importância de considerar fatores estruturais das empresas em vez de proxies tradicionais, como a capitalização de mercado, que pode gerar distorções. Por fim, as contribuições aqui apresentadas abrem caminho para melhorias metodológicas e práticas mais precisas no campo de avaliação de empresas e na precificação de ativos.