Estudo fitoquímico e biológico dos extratos das folhas de Mimosa caesalpiniifolia Bentham

Mimosa é um dos maiores gêneros da família Fabaceae e subfamília Mimosaceae, são fontes de alcaloides, ácidos fenólicos, terpenoides, carotenoides e principalmente flavonoides. Apesar da maioria das espécies serem encontradas na Caatinga e Cerrado, principalmente na região nordeste do Brasil, ainda...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Marcelo José Dias [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/139452
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/139452
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mimosa caesalpiniifolia
Flavonoides
Atividade anti-inflamátoria
Antifúngica
Flavonoids
Anti-inflammatory
Antifungal
Descripción
Sumario:Mimosa é um dos maiores gêneros da família Fabaceae e subfamília Mimosaceae, são fontes de alcaloides, ácidos fenólicos, terpenoides, carotenoides e principalmente flavonoides. Apesar da maioria das espécies serem encontradas na Caatinga e Cerrado, principalmente na região nordeste do Brasil, ainda são poucos os estudos químicos e biológicos sobre essas plantas. Por isso, neste trabalho contribuímos no conhecimento a respeito dessa família, investigando as folhas de Mimosa caesalpiniifolia, indicada contra doenças inflamatórias, antimicrobianas e infecções. O extrato foi preparado por percolação com etanol 70% com rendimento em massa de 25%. Em seguida, foi fracionado usando técnicas cromatográficas convencionais. As estruturas foram identificadas por análises espectroscópicas (UPLC-MS; ESI-IT-MSn e RMN de 1H e de 13C). A investigação química levou à identificação de vinte e sete substâncias sendo três flavonoides descritos pela primeira vez na literatura. Na quantificação dos marcadores químicos, em 100,0 mg do extrato hidroalcoólico de Mimosa (EHM), há 0,82 mg de galato de etila (1) e 0,44 mg de cassiaoccidentalina A (21). No ensaio de genotoxicidade, o EHM nas doses de 62,5 e 125 mg/Kg e na fração acetato de etila (Fr-EtOAc) na dose de 62,5 mg/Kg não apresentaram efeitos tóxicos. Os resultados demonstraram que o EHM foi capaz de prevenir lesões oxidativas do DNA nas células do fígado induzidas pelo peróxido de hidrogénio in vitro e diminuição de danos genômicos foi detectada em células de fígado após a exposição à Fr-EtOAc. No ensaio de colite o EHM na dose de 125 mg/Kg apresentou efeito preventivo e a Fr-EtOAc na dose de 50 mg/Kg efeito terapêutico com redução na intensidade das lesões. No ensaio de edema de orelha induzido por xileno o EHM (125 e 250 mg/Kg), inibiu significativamente em 52% e 64%, respectivamente e exibiu atividade antidiarréica em 82%, induzida por óleo de rícino. No ensaio antifúngico à Fr-EtOAc apresentou IC50 e IC90 de 31,25 e 125 µg/mL contra Candida krusei ATCC 6258 e 15,6 e 500 µg/mL contra Candida glabrata ATCC 90030. As substâncias galato de etila (1) apresentou IC50 de 30 µg/mL contra Candida krusei ATCC 6258 e 7,5 µg/mL contra Candida glabrata ATCC 90030 a mimocaesalpina B (26) apresentou seletividade para Candida krusei ATCC 6258 na concentração de 15 µg/mL. Esses resultados contribuíram para o conhecimento do perfil químico e biológico do extrato das folhas de Mimosa caesalpiniifolia.