De dentro para fora : efeito neurotóxico de urease e vesículas de membranas extracelulares de Proteus mirabilis
Proteus mirabilis é um uropatógeno oportunista, capaz de desenvolver doenças extra urinárias como meningite e artrite reumatoide. P. mirabilis tem sido associado a Doença de Parkinson (DP), a segunda doença neurodegenerativa mais comum do século. Estudos relatam que camundongos tratados durante 5 di...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292867 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/292867 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Urease : Toxicidade Vesículas extracelulares Proteus mirabilis Neurotoxinas Urease Neuroinflammation Outer membrane vesicles |
| Resumo: | Proteus mirabilis é um uropatógeno oportunista, capaz de desenvolver doenças extra urinárias como meningite e artrite reumatoide. P. mirabilis tem sido associado a Doença de Parkinson (DP), a segunda doença neurodegenerativa mais comum do século. Estudos relatam que camundongos tratados durante 5 dias por via oral com uma suspensão deste patógeno apresentaram alterações motoras e bioquímicas características da enfermidade. A urease de P. mirabilis (PMU) é um de seus fatores de virulência. Esta proteína pode ser encontrada dentro de vesículas de membranas extracelulares (OMVs) ou ser liberada após lise do microrganismo. As ureases são enzimas altamente conservadas que convertem a ureia em CO2 e NH3. A produção de NH3 alcaliniza a urina, ocasionando na cristalização de sais urinários e urolitíase, facilitando a sobrevivência e proliferação do patógeno. Além de ação catalítica, as ureases também apresentam propriedades tóxicas independentes da ação enzimática. Estudos prévios de nosso grupo demonstraram que a PMU purificada induz um fenótipo pro-inflamatório em culturas celulares, e in vivo, no cérebro de murinos. Ademais, administração intraperitoneal (IP) da PMU em camundongos induziu um estado depressivo e alterações bioquímicas características de uma etapa prodrômica da Doença de Parkinson (DP). Assim, a possibilidade de que a PMU possa contribuir para a patogênese ou progressão da DP merece ser investigada. Neste trabalho, obtivemos a urease e OMVs de P. mirabilis. Camundongos idosos (12 meses) tratados por via IP com PMU e Pm-OMVs foram submetidos a uma bateria de testes comportamentais, e homogenados cerebrais dos animais tratados foram analisados para a citocina pro-inflamatória TNF-alfa. Os resultados obtidos, ainda que preliminares, ajudam a elucidar o papel da urease na patologia de DP. |
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