A grande comédia da antipoesia

Este trabalho procura refletir sobre algumas das principais linhas de força da obra do poeta chileno Nicanor Parra (1914-2018), conhecido pela popularização do termo \"antipoesia\". A partir de um recorte da obra do autor que considera sobretudo os livros publicados entre 1954 e 1985, a pe...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lopes, João Gabriel Mostazo
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24012022-193328
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-24012022-193328/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Antipoesia
Antipoetry
Comédia
Comedy
Nicanor Parra
Descrição
Resumo:Este trabalho procura refletir sobre algumas das principais linhas de força da obra do poeta chileno Nicanor Parra (1914-2018), conhecido pela popularização do termo \"antipoesia\". A partir de um recorte da obra do autor que considera sobretudo os livros publicados entre 1954 e 1985, a pesquisa se elabora através da leitura dos poemas e busca tangenciar os múltiplos sentidos do termo antipoesia, tanto no seu contexto imediato, a poesia chilena do século XX, quanto no seu sentido amplo, em relação a outras formas literárias historicamente consolidadas, como o poema lírico, a poesia de vanguarda e a poesia medieval. Para além, a obra de Parra é considerada também na sua relação com os impasses históricos, culturais e políticos do seu tempo; para isso, procura-se apreender a obra no panorama da segunda metade do século e a partir das tensões fundamentais da Guerra Fria. Amparam as reflexões sobre os poemas e sobre a poética parriana alguns dos principais trabalhos da fortuna crítica do autor, em especial as observações de Federico Schopf, Niall Binns, Marlene Gottlieb e Leonidas Morales, bem como as obras de críticos como Erich Auerbach e de filósofos contemporâneos como Alain Badiou, Mladen Dolar, Alenka Zupančič e Giorgio Agamben.