Socialização para a cidadania: limites e possibilidades no universo das Organizações Não-Governamentais
O objetivo do presente trabalho é analisar uma proposta de prática sócio-educativa de uma ONG chamada Fundação EPROCAD, buscando verificar as potencialidades e limites de suas estratégias socializadoras para a constituição das formas de ser, pensar e agir de jovens das camadas populares enquanto cid...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-24092009-132200 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-24092009-132200/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | cidadania citizenship educação não-formal jovens nonformal education not-governmental organizations (NGOs) organizações não-governamentais (ONGs) socialização socialization young |
| Sumario: | O objetivo do presente trabalho é analisar uma proposta de prática sócio-educativa de uma ONG chamada Fundação EPROCAD, buscando verificar as potencialidades e limites de suas estratégias socializadoras para a constituição das formas de ser, pensar e agir de jovens das camadas populares enquanto cidadãos. Neste sentido procurou-se: 1) constatar que tipo de disposições de habitus políticos a maioria dos jovens pesquisados possuía, classificando-os a partir das categorias cidadão passivo; sujeito à intervenção e sanção de uma ordem político-jurídica que lhe atribui deveres e direitos, mas que não são exercidos, nem questionados, e/ou cidadão ativo; que incorpora em suas disposições a vontade de participação nas esferas públicas de poder, reivindicando direitos e inserindo-se nas relações sociais transformando-as; 2) analisar a ONG a partir de sua história, missão, ações, objetivos, relações institucionais etc, procurando desvendar sua proposta em termos de socialização política dos jovens; 3) examinar a prática educativa desta instituição a partir do conteúdo abordado, das estratégias/ metodologias utilizadas, dos sujeitos envolvidos e do tipo de relação estabelecida entre eles, buscando comparar esta prática com o discurso da organização; e, por fim, 4) comparar o tipo de disposições de habitus políticos dos jovens pesquisados com o tipo de cidadão que a instituição se propõe a formar, para entender a) as potencialidades e limites do poder de socialização política da ONG sobre os jovens e, finalmente, b) que tipo de cidadão ela contribui para formar efetivamente. A pesquisa de campo se deteve em torno de documentos institucionais, da observação de campo, de entrevistas e do desenvolvimento de uma atividade de dramatização com alguns jovens alunos da ONG. Foi possível verificar que a contribuição da ONG no processo socialização política dos jovens é marcada por uma série de contradições, contribuindo de forma tímida, mas efetiva, para que alguns jovens constituam-se como cidadãos que mesclam características ativas e passivas em suas formas de ser, pensar e agir politicamente no mundo. |
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