[en] DEMYTHICIZED EMPIRES: RUY DUARTE DE CARVALHO AND THE COLONIAL PAST REWRITTEN

[pt] Impérios desmitificados: Ruy Duarte de Carvalho e o passado colonial reescrito parte do propósito de verificar o modo como Ruy Duarte de Carvalho, ao dialogar n’Os Papéis do Inglês com narrativas coloniais da literatura inglesa e da literatura portuguesa - com destaque para o romance O coração...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ISABELITA MARIA CROSARIOL
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:14032
Acceso en línea:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=14032&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=14032&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.14032
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:[pt] RUY DUARTE DE CARVALHO
[pt] HIBRIDISMO LITERARIO
[pt] INTELECTUAL ANGOLANO
[en] RUY DUARTE DE CARVALHO
Descripción
Sumario:[pt] Impérios desmitificados: Ruy Duarte de Carvalho e o passado colonial reescrito parte do propósito de verificar o modo como Ruy Duarte de Carvalho, ao dialogar n’Os Papéis do Inglês com narrativas coloniais da literatura inglesa e da literatura portuguesa - com destaque para o romance O coração das trevas e para o conto O regresso (ambos de Joseph Conrad), bem como para a crônica de Henrique Galvão intitulada O branco que odiava as brancas -, propõe a reescrita da história de Angola a partir da perspectiva de um intelectual e cidadão angolano. Reescrever a história não significa, contudo, nesse contexto, negar ou desmerecer o valor das narrativas coloniais. Pelo contrário, o que Ruy Duarte de Carvalho nos mostra é que a problemática se instaura justamente no instante em que um discurso é tomado como verdade oficial, enquanto os demais são relegados ao silêncio. Em função disso, n’Os Papéis do Inglês, em vez de proceder à recusa dos discursos coloniais, o autor propõe para eles uma nova versão, de modo a evidenciar que a história não está sujeita a uma única interpretação, visto que pode ser relida, reescrita e reinterpretada por qualquer indivíduo e a qualquer instante. Este trabalho foi desenvolvido tomando como eixo norteador textos de teóricos da crítica pós-colonial (como Homi Bhabha, Edward Said, Stuart Hall, Russell Hamilton, Boaventura de Sousa Santos), obras que analisam a criação literária de Ruy Duarte de Carvalho, Henrique Galvão e Joseph Conrad, assim como aquelas que abordam o contexto histórico em que as narrativas desses escritores foram produzidas.