MASCULINIDADE HEGEMÔNICA E PROFISSIONALIZAÇÃO MÉDICA : O armário, a normatividade e o cuidado de si

O presente estudo, de natureza qualitativa e com dados quantitativos, busca conhecer a partir do discurso dos discentes de um curso de medicina, os entendimentos dos processos sociais de constituição das masculinidades, haja vista que a heteronormatividade masculina comum a este curso pode contribui...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Santos, Welson Barbosa, Sant’Anna, Thiago F., Leão , Andreza Marques de Castro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
Repositorio:Sapere Aude (Belo Horizonte. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.pucminas.br:article/31597
Acceso en línea:https://periodicos.pucminas.br/SapereAude/article/view/31597
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Masculinidade Hegemônica
Suicídio
Medicina
Cuidado de si
Normatividade
Descripción
Sumario:O presente estudo, de natureza qualitativa e com dados quantitativos, busca conhecer a partir do discurso dos discentes de um curso de medicina, os entendimentos dos processos sociais de constituição das masculinidades, haja vista que a heteronormatividade masculina comum a este curso pode contribuir para possíveis riscos de suicídio. Participaram desta pesquisa 50 acadêmicos do curso de Medicina de uma Universidade Federal brasileira que aceitaram a participar deste estudo que tem como instrumento de coleta de dados um questionário, assim como uma entrevista semiestruturada. Como recurso metodológico foi adotada a arqueologia dos discursos. Os dados obtidos revelam que questões da sexualidade e do tornar-se homem não são desprezadas neste curso. Os discursos evidenciam uma forte cobrança social de masculinidade hegemônica. Assim, diante do assujeitamento imposto estes discentes precisam se ajustar ou criar rotas de fuga, entre estas rotas pode-se ter a sujeição a esta cobrança ou o assumir uma masculinidade subalterna, estando a aceitação desta na dependência da eficiência profissional que se possa alcançar. Outra rota seria o suicídio, fronteira última para escaparem definitivamente das ondas opressoras e atualizadas dos armários.