Caracterização do ato do abuso na agressão sexual infantil: uma revisão de escopo
Objetivo: Mapear as relações entre o ato do abuso e as características dos agressores sexuais, analisando as dinâmicas de poder, proximidade com a vítima e gravidade dos atos abusivos, com foco na violência sexual contra crianças e adolescentes. A escassez de estudos sobre o perfil desses agressores...
| Authors: | , , |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2024 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Publicação Independente |
| Repository: | Cadernos Cajuína |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.v3.cadernoscajuina.pro.br:article/690 |
| Online Access: | https://v3.cadernoscajuina.pro.br/index.php/revista/article/view/690 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Abuso sexual na infância Bioética Pedofilia Perfil pessoal de abusadores(as) |
| Summary: | Objetivo: Mapear as relações entre o ato do abuso e as características dos agressores sexuais, analisando as dinâmicas de poder, proximidade com a vítima e gravidade dos atos abusivos, com foco na violência sexual contra crianças e adolescentes. A escassez de estudos sobre o perfil desses agressores torna nossa pesquisa particularmente relevante. Metodologia: Foi realizada uma revisão de escopo seguindo as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e a estratégia PCC (População, Conceito e Contexto). A pesquisa consultou as bases MEDLINE, APA PsycINFO, LILACS e Web of Science, selecionando 25 estudos publicados entre 2014 e 2023 sobre o perfil de agressores sexuais infantis. Dois revisores independentes realizaram a seleção, eliminando duplicatas e estudos fora dos critérios. Discussão: A análise mostra que agressores sexuais infantis, tanto em contextos familiares quanto extrafamiliares, frequentemente são próximos das vítimas. Eles utilizam manipulação psicológica e justificam seus atos com percepções distorcidas e estereótipos de gênero. O abuso ocorre em ambientes domésticos e institucionais, exacerbando a vulnerabilidade das vítimas, especialmente quando figuras de autoridade estão envolvidas. A gravidade dos atos varia de toques inapropriados a violência sexual explícita, geralmente acompanhada de manipulação emocional. Resultados: A proximidade entre agressor e vítima é um fator-chave para a perpetuação do abuso, ocorrendo majoritariamente em ambientes de confiança. A maioria dos agressores são homens, e as vítimas, predominantemente meninas. As dinâmicas de poder e percepções distorcidas das vítimas contribuem para a normalização do abuso. O estudo reforça a importância de políticas públicas que fortaleçam os sistemas de proteção e prevenção, considerando essas dinâmicas no abuso sexual infantil. |
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