Como o homem se orienta no mundo? Uma discussão com Werner Heisenberg

Entre os anos de 1942 e 1943, Werner Heisenberg produziu um manuscrito que resguarda as suas mais graves e amplas concepções filosóficas. Intitulado pelos editores como Ordenação da Realidade após a morte do autor, o escrito diagnostica uma profunda crise não somente na esfera da ciência, mas igualm...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Costa, Fabio Antonio da
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/12172
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12172
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Ontology
Orientation
World
Temporalization
Modern physics
Ontologia
Orientação
Mundo
Temporalização
Física moderna
Heisenberg, Werner, 1901-1976.
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Descrição
Resumo:Entre os anos de 1942 e 1943, Werner Heisenberg produziu um manuscrito que resguarda as suas mais graves e amplas concepções filosóficas. Intitulado pelos editores como Ordenação da Realidade após a morte do autor, o escrito diagnostica uma profunda crise não somente na esfera da ciência, mas igualmente nos campos da moral e da política. O propósito desta tese é discutir as ideias apresentadas por Heisenberg, a partir da questão que compartilhamos com o físico sobre como o homem se orienta no mundo. A crise serve para demonstrar a necessidade de rearticulação da ontologia. Não se trata simplesmente de reconsiderar a divisão clássica entre objetividade e subjetividade, entre lei moral e sentimento, entre fundar a política na igualdade ou na liberdade. Tais dicotomias devem ser suspensas em prol de uma reconsideração sobre a determinação do ente a partir da totalidade de mundo, os processos de temporalização que conferem a medida das atividades humanas e as diferentes fontes que oferecem ao homem o poder de estabelecer comunidade. Reformular o conceito de realidade, bem como estabelecer a sua possibilidade de compreensão a partir de níveis e âmbitos, tal é o caminho da nossa confrontação com Heisenberg, a qual supera a trivialidade de um realismo como suposição de coisas simplesmente dadas.