“Tem que comer o que dá sangue”: saberes tradicionais e práticas culturais no cuidar e educar de crianças quilombolas

Esta pesquisa foi realizada em uma comunidade de origem quilombola, denominada Colônia do Paiol, localizada na cidade de Bias Fortes, estado de Minas Gerais, Brasil. Os quilombos brasileiros, no qual se encontravam todos os oprimidos que buscavam se opor às estruturas social, econômica e política, p...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Castro, Eliane Rodrigues de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13493
Acceso en línea:https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00446
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13493
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Crianças
Infância
Quilombo
Cuidar
Educar
Children
Childhood
Take care educate
Descripción
Sumario:Esta pesquisa foi realizada em uma comunidade de origem quilombola, denominada Colônia do Paiol, localizada na cidade de Bias Fortes, estado de Minas Gerais, Brasil. Os quilombos brasileiros, no qual se encontravam todos os oprimidos que buscavam se opor às estruturas social, econômica e política, perversas e desumanas, presentes naquele momento, inspirados nos quilombos africanos, foram associados, inicialmente, ao binômio fuga-resistência. Ao longo do seu desenvolvimento cronotópico, a conceituação dos quilombos passou por um processo de modificação, mas sem abrir mão da manutenção e reprodução de suas origens, seus modos de vida, da sua ancestralidade e da resistência num processo de aquisição/manutenção da integridade de suas terras pelos quilombolas. A investigação teve por objetivos identificar e compreender como as práticas do cuidar e do educar, baseadas na ancestralidade e transmitidas através da oralidade, refletem nas vivências das crianças e bebês na comunidade Colônia do Paiol. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida numa abordagem qualitativa de cunho etnográfico, pautada na abordagem histórico-cultural, a partir das relações estabelecidas entre o meio e o sujeito através das suas vivências. Na pesquisa de campo, em que foram observados o (re)conhecimento da comunidade, o cotidiano e a rotina do cuidado dispensado às crianças e aos bebês, foram adotados procedimentos metodológicos, como as rodas de conversa, que envolveram as narrativas dos sujeitos, resultando num diário de campo dos sujeitos, produção de imagens, fotografias, filmagens e desenhos, além de produção de mapas vivenciais. Os achados da pesquisa evidenciaram a importância das tradições e saberes referentes ao cuidar e ao educar, presentes nas práticas culturais e memória, que se materializam e são reelaborados na forma de vida cotidiana da comunidade, em meio a desafios e ações de resistência.