Investigação do potencial antiepiléptico de um óleo de extrato de Cannabis sativa rico em canabidiol: uma abordagem in sílico e in vivo
A epilepsia é uma das doenças cerebrais mais comuns, chegando a afetar cerca 2% da população brasileira e aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de já existir um número considerável de fármacos antiepilépticos no mercado, há uma necessidade de novos medicamentos, principalment...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Paraíba (UFPB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpb.br:123456789/30081 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/30081 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA Epilepsia Cannabis sativa Canabidiol Docking molecular Epilepsy Molecular docking |
| Sumario: | A epilepsia é uma das doenças cerebrais mais comuns, chegando a afetar cerca 2% da população brasileira e aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de já existir um número considerável de fármacos antiepilépticos no mercado, há uma necessidade de novos medicamentos, principalmente para diminuição da refratariedade aos tratamentos. Na busca por novos tratamentos farmacológicos estão as substâncias encontradas na Cannabis sativa. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do óleo de extrato da Cannabis sativa rico em CBD (OERCBD) in silico e in vivo. Previamente foi realizada a análise fitoquímica para identificação dos componentes majoritários do OERCBD, seguido do docking molecular para avaliação da interação dessas moléculas e seus ligantes. Os estudos in vivo utilizaram camundongos albinos Swiss (Mus musculus) machos, com cerca de 3 meses de idade, que foram submetidos a avaliação de toxicidade aguda e aos protocolos de triagem farmacológica comportamental (n=3), indução de convulsões pela injeção intraperitoneal (i.p.) de pentilenotetrazol (PTZ, 75mg/kg) (n=8) e Eletrochoque Auricular Máximo (MES) (n=8) com administração aguda ou em repetidas doses do OERCBD durante 14 dias. Os animais foram divididos em grupo controle, que recebeu azeite (AZT), grupos tratados com OERCBD nas doses de 15, 30 e 60mg/kg (v.o.) e diazepam (DZP, 4mg/kg i.p.) no teste do PTZ, ou fenitoína (FEN, 30mg/kg i.p.) no MES. Para análise estatística dos testes de crises epilépticas induzidas, foram realizados os testes de Shapiro-Wilk e de Bartlett para determinar que todos os parâmetros deveriam ser analisados por meio de testes não paramétricos, seguidos do teste de Kruskal-Wallis e teste de Dunn. Para a análise estatística da porcentagem de mortalidade/sobrevivência foi utilizado o teste exato de Fisher, em que valores de p<0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Como resultado, a Cromatografia Gasosa Acoplada à Espectrometria de Massas (CG-EM) identificou o CBD como componente majoritário do OERCBD. O estudo docking molecular demonstrou haver boa interação entre o CBD e o receptor GABAA, mas ainda melhor com os canais NaV. Na avaliação da toxicidade aguda, a dose de 300mg/kg (v.o.) apresentou sinais de irritabilidade e sedação, enquanto nas doses definidas para o tratamento (15, 30 e 60mg/kg) tais efeitos não foram observados. No teste do PTZ, o OERCBD nas três doses não foi capaz de aumentar o tempo da latência para as crises epilépticas mioclônicas e tônico-clônicas, impedir ou diminuir a gravidade das crises, mas protegeu os animais da ocorrência de morte quando comparado ao grupo AZT. No MES, as três doses de OERCBD tanto na administração aguda quanto em doses repetidas não foram capazes de diminuir a duração das crises epilépticas tônicas com a extensão dos membros, tampouco a latência para recuperação da postura, porém na administração aguda houve uma redução da ocorrência de mortes, em especial nas doses mais altas, enquanto na administração em doses repetidas houve uma piora em tal parâmetro, principalmente na dose mais baixa. Os resultados in vivo demonstram que apesar de haver uma boa interação do CBD aos receptores GABAA e canais de sódio NaV isso pode não ser suficiente, refletindo a necessidade de coadministração com outros fármacos antiepilépticos. Os resultados obtidos contribuem para a compreensão da complexa resposta cerebral aos fitocanabinoides e destaca a importância de investigações adicionais para determinar suas potenciais as respostas farmacológicas. |
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