Controle termobioquímico do raquitismo da soqueira em mudas pré-brotadas de cana-de-açúcar

Na cultura da cana-de-açúcar, utiliza-se tratamento térmico para controle de uma importante doença, o raquitismo da soqueira, causado pela bactéria patogênica Leifsonia xyli subsp. xyli (Lxx). Para diminuir o inóculo de tal patógeno na produção de mudas pré-brotadas, utiliza-se tratamento térmico do...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Almeida, Lorraine Cristina Henrique
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/10624
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10624
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Saccharum officinarum
Saccharum spp
Tratamento térmico
Bactérias promotoras de crescimento de plantas
Leifsonia xyli subsp. xyli
Thermotherapy
Diazotrophic bacteria
Agronomia
Descripción
Sumario:Na cultura da cana-de-açúcar, utiliza-se tratamento térmico para controle de uma importante doença, o raquitismo da soqueira, causado pela bactéria patogênica Leifsonia xyli subsp. xyli (Lxx). Para diminuir o inóculo de tal patógeno na produção de mudas pré-brotadas, utiliza-se tratamento térmico dos minitoletes com água a 52°C por 30 min. Todavia, estudos mostraram que tal tratamento apresenta escapes que servem como fonte de inóculo. Dentre os efeitos benéficos das bactérias promotoras de crescimento vegetal (BPC’s), acredita-se que estas podem atuar como supressores de doenças por competir por sítios de colonização, uma vez que tanto bactérias diazotróficas endofíticas como a Lxx podem colonizar vasos do xilema. O objetivo do presente trabalho foi aperfeiçoar o tratamento térmico com a incorporação de um aditivo químico, de forma a reduzir o tempo do tratamento e minimizar perdas de brotação das gemas e juntamente com a inoculação com as BPC’s, melhorar a eficiência no controle da Lxx. Para tal, foram realizados experimentos onde se mediu o índice de velocidade de brotação (IVB), a sobrevivência de bactérias diazotróficas pelo Método do Número Mais Provável (NMP), a contribuição da fixação biológica de N2 pela técnica de redução de acetileno (ARA) e a quantificação do controle da Lxx através da técnica de qPCR usando primers espécie específicos. Os tratamentos avaliados foram: tratamento térmico com água a 52°C por 30"; tratamento térmico em solução de ácido acético 2% a 52ºC; tratamento térmico por 10 min em água 52°C + imersão em solução de ácido acético 2% em temperatura ambiente; sem tratamento térmico ou aditivo (controle); todos com e sem inoculação com a mistura de 5 estirpes/espécies de bactérias (Nitrospirillum amazonense, Herbaspirillum seropedicae, H. rubrisubalbicans, Paraburkholderia tropica e Gluconacetobacter diazotrophicus). Embora o uso do ácido acético a 2% como aditivo no tratamento térmico não tenha apresentado efeito antimicrobiano sobre a Lxx, este se mostrou promissor como tecnologia de melhoria no estabelecimento da Paraburkholderia tropica e Nitrospirillum amazonense, aumentando a atividade da nitrogenase e a brotação das gemas. Tais resultados foram obtidos quando os minitoletes foram tratados termicamente por 10 min em banho maria com água a 52ºC e posteriormente imersos por 10 min em solução de ácido acético a 2%. A modificação do tratamento térmico tradicional pode ser uma alternativa viável e barata para ambos os microrganismos utilizados, estabelecendo as bactérias benéficas e promovendo o controle parcial da doença.