Poetas-repórteres: o folheto nordestino como literatura-jornalística (1913-1996)
No século XIX, surgiu no Brasil uma sinergia valiosa que ligou intensamente a literatura ao jornalismo. Essa relação emergiu a partir de 1840 — com o fim do reinado do publicista e o início da república dos homens de letras — quando houve uma crescente de periódicos que mantiveram esse vínculo e pas...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufc.br:riufc/76450 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/76450 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS Jornalismo literário Folheto nordestino Cordel Poetas-repórteres Periodismo literario Folleto nordestino Poetas-reporteros Journalisme littéraire Brochure du nord-est Poètes-reporters |
| Sumario: | No século XIX, surgiu no Brasil uma sinergia valiosa que ligou intensamente a literatura ao jornalismo. Essa relação emergiu a partir de 1840 — com o fim do reinado do publicista e o início da república dos homens de letras — quando houve uma crescente de periódicos que mantiveram esse vínculo e passaram a ser considerados parte de um período nomeado de jornalismo literário, marcado pela presença concreta de escritores fazendo imprensa. No entanto, externo aos periódicos, um fenômeno semelhante aconteceu: poetas do Nordeste brasileiro criaram um sistema de comunicação popular e através da literatura conseguiram revelar à população os acontecimentos do Brasil, foram a imprensa onde o jornal era, dentre outras coisas, a última a chegar. Assim, consideramos necessário investigar as origens, as características e o desenvolvimento do folheto nordestino como literatura-jornalística. Para isso, concluímos que o melhor caminho é: revisitar o contexto histórico da imprensa no Brasil e destacar as interações da literatura com o jornalismo; descrever o percurso histórico dos folhetos, para evidenciar tanto suas origens quanto a transição de um sistema de comunicação oral para o escrito e sua relação com o realismo social; e evidenciar quem são os “poetas-repórteres”, além de analisar os folhetos noticiosos para identificar sua contribuição na formação de uma expressão literária híbrida, nomeada “literatura-jornalística”, explorando a interação dessas obras com o contexto político e social do século XX. Com esse intuito, dialogamos com autores de diversos ramos de estudo e dentre eles/elas destacamos: Sodré (1998), Ferreira (1992), Costa (2004), Etiemble (1994), Zhirmunsky (1994), Abreu (2006), Luyten (1984), Lima (1975; 1976), Koch, Bentes e Cavalcante (2007). E como procedimento metodológico, adotamos uma abordagem qualitativa com articulação técnica dos procedimentos da pesquisa bibliográfica e da pesquisa documental. Em síntese, a hipótese se confirma, pois trata-se de uma decorrência de uma sinergia antiga. Os folhetos noticiosos fizeram parte do fenômeno do jornalismo literário, cujo trabalho foi desempenhado com profissionalismo por: poetas-repórteres. |
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