O fantástico em metamorfose: ambiências da ficção científica rompendo realidades do cinema aos games e além
Esta tese investiga o conceito do fantástico como uma experiência que transcende sua definição tradicional de gênero literário ou cinematográfico, argumentando que ele se manifesta de forma singular nos meios audiovisuais. Focada no cinema, nos videogames e nas novas mídias, a pesquisa analisa como...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-18082025-141455 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-18082025-141455/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | audio-visual audiovisual espacialidades fenomenologia interactivity interatividade phenomenology realidade virtual spatialities virtual reality |
| Sumario: | Esta tese investiga o conceito do fantástico como uma experiência que transcende sua definição tradicional de gênero literário ou cinematográfico, argumentando que ele se manifesta de forma singular nos meios audiovisuais. Focada no cinema, nos videogames e nas novas mídias, a pesquisa analisa como o fantástico emerge por meio de rupturas espaço-temporais que desestabilizam a percepção da realidade. A hipótese central é que a audiovisualidade, em si, pode ser uma experiência fantástica ao provocar sensações de múltiplas realidades simultâneas, sendo transformada continuamente pelas novas tecnologias e formatos narrativos. Além disso, proporciona oportunidades para rupturas fantásticas ao operar dentro de seus próprios universos ficcionais com forças paralelas que trabalham tanto para expandir o realismo e o paralelismo com a experiência cotidiana do usuário quanto para gerar a impressão de que as regras que regem essas realidades alternativas estão sendo subvertidas. Para sustentar essa ideia de que a imersão do usuário com a experiência audiovisual é tamanha que uma ruptura intradiegética seria tão fantástica em um ambiente completamente diverso do nosso quanto aquela que ocorre em universos semelhantes ao cotidiano, é escolhida a ficção científica como escopo de análise. Para tanto, a especulação científica, distorções espaço-temporais e cenários futuros são examinados em filmes como os de Christopher Nolan e da estética afrofuturista. Por outro lado, os videogames, com sua capacidade de imersão e interatividade, oferecem ao jogador uma experiência direta de tensão entre o real e o virtual, expandindo as possibilidades do fantástico. E as mais recentes tecnologias de realidade mista permitem ainda a sobreposição dinâmica de elementos digitais sobre o mundo físico, criando experiências imersivas que desafiam os limites da percepção humana. Ao fim, discute-se a singularidade sensorial e as possibilidades futuras, explorando como as interfaces cérebro-computador e outras tecnologias emergentes podem redefinir a experiência do fantástico. Metodologicamente, a pesquisa combina análise conceitual e estudo de caso, examinando obras audiovisuais que exemplificam o fantástico por meio de manipulações sensoriais e narrativas. O trabalho enfatiza a espacialidade como eixo central, defendendo que a realidade só pode ser rompida a partir de sua materialização sensorial. Ao longo dos capítulos, são exploradas as transformações do fantástico em um contexto de convergência tecnológica, revelando seu impacto tanto na experiência estética quanto nas possibilidades de interação humana com o real e o imaginado. Os resultados destacam que o fantástico no audiovisual desafia percepções de realidade e inaugura formas de interação e compreensão da experiência humana, contribuindo para a reflexão sobre o fantástico como força estética, sensorial e cultural, e apontando caminhos para sua evolução em um mundo mediado por tecnologias que transformam a relação entre espaço, tempo e narrativa. |
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