Diálogos entre Ariano Suassuna e Gil Vicente
Abordar a intertextualidade na contemporaneidade pode até ser redundante, uma vez que dificilmente não encontramos marcas do passado nas obras produzidas atualmente. Quando analisamos o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, notamos uma semelhança com os autos do escritor Gil Vicente, principalmen...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/202367 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/202367 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Autos populares Intertextualidade Teatro português Teatro brasileiro |
| Sumario: | Abordar a intertextualidade na contemporaneidade pode até ser redundante, uma vez que dificilmente não encontramos marcas do passado nas obras produzidas atualmente. Quando analisamos o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, notamos uma semelhança com os autos do escritor Gil Vicente, principalmente com a obra Auto da barca do inferno. Os dois autores pertencem a épocas literárias distintas, mas ambos possuem semelhanças concretas, principalmente com relação à construção dos personagens, à religiosidade, à crítica social e ao risível presentes nas obras citadas. Em ambos os autos, os personagens são recriações de pessoas conhecidas ou familiares dos autores. Nessas peças, os personagens estruturam-se como alegorias ou tipos reais caricaturados e são condenados pela cobiça, avareza, licenciosidade, hipocrisia e, principalmente, pela superficialidade das práticas religiosas, entre outros. Ariano Suassuna traz para a sua peça um processo criativo que busca as intersecções entre o popular e o erudito, mostrando também o seu regionalismo natural. Por meio do conceito de intertextualidade propõe-se uma leitura comparada entre dois autos de épocas tão distintas, mas que, em sua análise de estruturas e temas presentes, revelam que seus motivos e assuntos são de interesse atemporal, isto é, concernem ao homem em várias épocas, fazendo, assim, um retrato vivo da sociedade por meio de suas misérias. O objetivo deste estudo, portanto, é o de estimular o conhecimento da dramaturgia portuguesa e brasileira, observada a partir de sua relação com o momento histórico-cultural de sua produção e do estudo das influências detectadas, demonstrando como certos elementos da obra de Gil Vicente encontram-se relacionados com alguns aspectos da obra de Ariano Suassuna. Em relação às influências que envolvem os autores estudados, houve a necessidade de se mencionar neste trabalho a literatura de cordel, uma vez que a mesma também se relaciona com ambos os autores. Em Suassuna além dos cordéis nordestinos temos também a influência do Romanceiro e da cultura circense em sua obra. |
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