Governo, guerras e redes de comércio: a cidade da Bahia no emaranhado dos Impérios Ibéricos (século XVII)

Neste trabalho, investigamos a circulação e a integração dos espaços ultramarinos dos impérios ibéricos, realizadas pelos agentes comerciais, homens do mar, de governança e militares, durante e após a União das Coroas. Uma das hipóteses defendidas é de que a guerra contra os neerlandeses aproximou o...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Corrêa, Jéssika de Souza Cabral
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/21735
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21735
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:História
História Conectada
História da América Colonial
História do Brasil Colonial
Homens de negócio
Mercadores
Cristãos Novos
Connected History
History of Colonial America
Merchants
New Christians
History of Colonial Brazil
Business man
Descripción
Sumario:Neste trabalho, investigamos a circulação e a integração dos espaços ultramarinos dos impérios ibéricos, realizadas pelos agentes comerciais, homens do mar, de governança e militares, durante e após a União das Coroas. Uma das hipóteses defendidas é de que a guerra contra os neerlandeses aproximou o Caribe do Nordeste do Brasil, que havia se convertido em uma ameaça comum ao mundo católico, uma base protestante no Atlântico. As autoridades castelhanas logo se atentaram para a potencial ameaça que isso representava às praças caribenhas e colocaram seus presídios em alerta, aguardando pelas notícias do Brasil-holandês. Além disso, apontamos a indissociabilidade das ocupações dos agentes que poderiam simultaneamente participar das campanhas militares, da vida político-administrativa e também do comércio. Demonstramos ainda como operaram as redes mercantis espalhadas pelas principais praças do século XVII. No caso dos negreiros, era imprescindível um período de experiência nos reinos da África, onde adquiriram conhecimento sobre o funcionamento do comércio e adentraram nas redes sefarditas. Por fim, destacamos estes aspectos na trajetória do segundo Conde de Castelo Melhor, homem de origem fidalga, que atuou nas empresas de Pernambuco e terminou em Cartagena das Índias, onde protagonizou um dos principais episódios políticos na campanha da Restauração por Portugal. Coube-nos por destacar sua presença nos negócios do açúcar, durante o período em que governou o Estado do Brasil (1650-1654), a fim de demonstrar que estes agentes encontravam-se inexoravelmente no emaranhado dos impérios ibéricos.