Do pensamento-ação à inundação da escrita : a dramaturgia a partir da experiência junto à comunidade haitiana no Rio Grande do Sul
Essa é uma pesquisa sobre meu processo de criação dramatúrgica a partir de minha experiência junto à comunidade haitiana no Rio Grande do Sul. Através das ferramentas de relatos de experiência, inspirados no método etnográfico, e do caderno de rascunhos, realizei quatro escrituras dramatúrgicas: Par...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/184527 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/184527 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Dramaturgia Imigração haitiana Estudos culturais Dramaturgy Writing process Haitian immigration Cultural studies |
| Sumario: | Essa é uma pesquisa sobre meu processo de criação dramatúrgica a partir de minha experiência junto à comunidade haitiana no Rio Grande do Sul. Através das ferramentas de relatos de experiência, inspirados no método etnográfico, e do caderno de rascunhos, realizei quatro escrituras dramatúrgicas: Parada Cristal, Coordenadas, manual para criar uma casa no LIMBO, e limbo. A experiência junto à comunidade haitiana através de entrevistas de história oral, aulas de português e aulas de teatro culminaram em uma dramaturgia preocupada com questões sobre local de fala e a desaprendizagem (SPIVAK, 2010), com uma noção mais ampla do entendimento de cultura (GEERTZ, 1989) na época de imigração constante em que vivemos, em um momento de diáspora cultural (HALL, 2003). Repenso a própria noção de dramaturgia através de autores como Joseph Danan, Jean-Pierre Sarrazac e Bernard Dort e de um mergulho em meu processo como dramaturga. E chego à conclusão de que dramaturgia é a organização daquilo que chamo de pensamento-ação. Emprego as formas de linguagem poetisante (NAUGRETTE, 2003), coralidade, oralidade, monólogo, desvio (SARRAZAC, 2012) em prol da criação de uma dramaturgia na qual pude observar uma pulsão rapsódica (SARRAZAC, 2013). Também trabalho novas formas de utilizar as didascálias ao longo das escrituras dramatúrgicas: didascálias poéticas, didascálias de intervenção e didascálias-narradoras. Ao longo desse processo de criação, descubro um estado de fluxo, de jorrar da escrita chamado de estado de inundação da escrita. Esse estado é crucial para a criação de uma escritura dramatúrgica, para transbordar o pensamento-ação no papel. |
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