Bioética do cuidado na clínica de ensino : aprendendo com pacientes

O estudo buscou compreender práticas de acolhimento de pacientes em uma clínica de ensino odontológico. Trata-se de um estudo de caso único e holístico, com abordagem qualitativa. Foram realizadas entrevistas abertas com 20 pacientes, guiadas por um roteiro com temas problematizadores que procuram l...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Cunha, Luísa Lapenta da, Pires, Fabiana Schneider, Finkler, Mirelle, Warmling, Cristine Maria
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/226119
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/226119
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Educação em odontologia
Bioética
Acolhimento
Education, Dental
Bioethics
User Embracement
Descripción
Sumario:O estudo buscou compreender práticas de acolhimento de pacientes em uma clínica de ensino odontológico. Trata-se de um estudo de caso único e holístico, com abordagem qualitativa. Foram realizadas entrevistas abertas com 20 pacientes, guiadas por um roteiro com temas problematizadores que procuram ligar princípios bioéticos a dispositivos subjetivos do cuidado: conceito ampliado de saúde e doença, intersubjetividade, corresponsabilidade e qualidade de vida. As práticas discursivas analisadas mostraram que o vínculo entre estudantes e pacientes da clínica de ensino se estabelece em uma construção mediada pelo longo tempo da formação. A corresponsabilidade está relacionada às construções intersubjetivas no cuidado e tem como atores do processo os estudantes e os pacientes. Ao afirmarem sentirem-se livres para opinar sobre seus tratamento também expressam uma postura de reduzida autonomia, pois consideram que não seja necessário fazê-lo. Como reflexo da fragmentação do cuidado nas clínicas de ensino, muitos silenciamentos emergem destas relações de poder e cuidado. Acredita-se que é clara a importância de práticas que se desvinculem de funções estritamente técnicas e invistam nos processos de fala e escuta, incansavelmente buscando empatia e vínculo como as tecnologias de saúde mais potentes para o tratamento, pois reafirmam a autonomia das pessoas na construção de seus itinerários de cuidado e a dignidade humana como valor central da prática de saúde.