| Sumario: | A Guerrilha do Araguaia (1972-1974) é considerada o maior conflito armado ocorrido durante a ditadura militar brasileira (1964 -1985). Ocorrida no sudeste do Pará, na região denominada Bico do Papagaio, o tema ainda sucinta debates acerca da pluralidade de sujeitos envoltos no acontecimento. O presente trabalho tem como objetivo analisar a participação do grupo indígena Suruí/Aikewara neste conflito, buscando compreender como esta memória é atualmente construída pelo grupo e exerce força na busca de reparações que permeiam este acontecimento, como a demarcação territorial. Para tanto, utilizamos os relatórios produzidos pela Comissão Nacional da Verdade, criada em 2011, e da Comissão da Verdade Suruí-Aikewara, realizada em Marabá, no ano de 2012, que contou com os depoimentos dos próprios sujeitos destes grupo, tendo como proposta analisar e reparar violações dos direitos humanos durante a ditadura militar. Por esta gama documental, em diálogos com a historiografia sobre o tema, propomos analisar um período e acontecimento que ainda suscitam importante debate sobre os Suruí/Aikewara e sua participação no conflito, bem como o protagonismo destes na tessitura de sua própria história.
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