A lógica imunológica segundo Byung-chul-han
presente artigo tem por objetivo debater a ideia da possibilidade de existência de um processo de “negação do inimigo” que se faz presente constantemente em qualquer sociedade. Este conceito, a que Han denomina paradigma imunológico consiste em tentar refrear a influência do inimigo em todos os aspe...
| Autores: | , |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/250659 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/250659 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Pandemias COVID-19 Immunologic paradigm Pandemic Otherness |
| Sumario: | presente artigo tem por objetivo debater a ideia da possibilidade de existência de um processo de “negação do inimigo” que se faz presente constantemente em qualquer sociedade. Este conceito, a que Han denomina paradigma imunológico consiste em tentar refrear a influência do inimigo em todos os aspectos da vida em determinada sociedade. Um conceito que pode ser ampliado pela percepção sarteana de que a afirmação de identidades coletivas através da negação da alteridade significa que o paradigma imunológico parece se fazer presente em qualquer sociedade mesmo não havendo inimigo externo a ser negado, pela religião civil de Bellah que coloca a questão de que o estabelecimento de um “ser” identitario coletivo estabelece, também, seu não ser em um processo de atração e repulsão que pode ser entendido como a “argamassa” usada na construção de qualquer sociedade, de forma que o paradigma imunológico parece se fazer presente na raiz do processo de formação e funcionento de sociedades em qualquer estágio de desenvolvimento e pela percepção de Bauman de que a globalização leva à precarização por enfraquecer o caráter identitario do qual decorre a sensação de pertencimento à determinada sociedade ou grupo social através da naturalização e tolerância quase absoluta com a diferença. Neste sentido, de uma perspectiva olsoniama, pode ser que uma versão incrementada do paradigma imunológico de Han se faça profundamente presente no mundo globalizado. |
|---|