Praia negra, praia ardente: uma leitura do oral em Poétique de la Relation, de Édouard Glissant
Este trabalho focaliza a obra do pensador e escritor martinicano Édouard Glissant (1928- 2011) intitulada Poétique de la Relation (Poética da Relação) e, em especial, os ensaios La plage noire (A praia negra) e La plage ardente (A praia ardente), situados nas regiões medial e final do volume. Busca,...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-07022020-164355 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-07022020-164355/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Édouard Glissant Oral Oralidade Orality Poétique de la Relation |
| Sumario: | Este trabalho focaliza a obra do pensador e escritor martinicano Édouard Glissant (1928- 2011) intitulada Poétique de la Relation (Poética da Relação) e, em especial, os ensaios La plage noire (A praia negra) e La plage ardente (A praia ardente), situados nas regiões medial e final do volume. Busca, assim, discutir e apresentar o que se pode exprimir como sendo, em relação a esse corpus, uma leitura do oral isto é, um exercício crítico de descrição, análise e interpretação da oralidade que caracteriza esse conjunto específico de textos escritos. Dividido em três seções denominadas aproximações, o texto pretende se acercar de algumas das dimensões que constituem, simultaneamente, uma problemática tão complexa: o modo como as questões em torno do oral são tratadas pela fortuna crítica dedicada às literaturas antilhanas de língua francesa, em geral, e à obra de Glissant, em específico; a maneira como as noções de oral e de oralidade são comumente entendidas e enunciadas no interior da obra glissantiana, sobretudo em sua vertente ensaística; o exame de algumas das teorizações mais influentes acerca da oralidade e do oral no âmbito dos estudos linguísticos e literários de matriz europeia a exemplo de certas ideias de Paul Zumthor e Henri Meschonnic. Por fim, na Terceira aproximação, propõe-se uma (re)tradução anotada dos dois ensaios mencionados, bem como uma série de comentários acerca do processo tradutório e das dificuldades dele advindas. Dessa forma, ao se aproximar de vieses distintos de um mesmo e multifacetado problema crítico, esta dissertação conclui que, em linhas gerais, o oral presente naquela obra não apresenta uma natureza única, totalizadora ou elucidativa; mas, contrariamente, parece atualizar o caráter aberto, ambíguo e, no limite, sempre em devir que Glissant reivindica para seu ideal de Relação por exemplo, mediante a noção de opacité (opacidade), constitutiva de Poétique de la Relation (1990, p. 203). |
|---|