O gênero contra a parede: a intersexualidade como ferramenta de análise de saberes médico-científicos
Neste artigo, refletimos sobre os modos pelos quais a intersexualidade éconstituída por certos regimes discursivos neoconservadores em termos de políticas morais,como corpos violáveis a partir de uma estrutura colonial pautada no paradigma da diferençasexual e da patologização. Tecemos críticas aos...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) |
| Repositorio: | Revista Ñanduty |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/19529 |
| Acceso en línea: | https://ojs.ufgd.edu.br/nanduty/article/view/19529 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Intersexo Gênero Binarismo Sexualidade |
| Sumario: | Neste artigo, refletimos sobre os modos pelos quais a intersexualidade éconstituída por certos regimes discursivos neoconservadores em termos de políticas morais,como corpos violáveis a partir de uma estrutura colonial pautada no paradigma da diferençasexual e da patologização. Tecemos críticas aos saberes da medicina e do direito no quetange à intersexualidade, tendo em vista que, historicamente, exerceram e exercem práticasde violências na medida em que buscam “normalizar” os corpos intersexos na lógica da matrizde inteligibilidade binária. O controle de corpos intersexos e as formas de investimentosmorais e psicopatológicos se estabilizam não apenas em uma política moral, como tambémem um arranjo neoliberal que sustenta o envergamento da moralidade como uma dimensãoindividual. Lidamos com autoras e autores da perspectiva pós-estruturalista e contracoloniais,sobretudo da teoria queer, bem como com narrativas literárias de ficção científica, como umaaposta para um processo de subversão da modalidade de poder binária do sistemasexo/gênero. A literatura nos possibilitou pensar, juntos/as de Paul Preciado, sobre anecessidade de um contrato contrassexual como aposta na invenção de outras ontologias. |
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