Escrevivência audiovisual: produção de narrativas imagéticas contra-hegemônicas
Esta pesquisa se insere nos campos dos estudos das narrativas, das escritas criativas e biográficas, do protagonismo de saberes e epistemologias não eurocêntricas, das resistências culturais e intelectuais, das dinâmicas culturais e das manifestações e práticas artísticas. A partir de um relato auto...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03102025-154754 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-03102025-154754/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Audiovisual Contra-Hegemonia Counter-Hegemony Escrevivência Interseccionalidade Intersectionality Subalternidade Subalternization |
| Sumario: | Esta pesquisa se insere nos campos dos estudos das narrativas, das escritas criativas e biográficas, do protagonismo de saberes e epistemologias não eurocêntricas, das resistências culturais e intelectuais, das dinâmicas culturais e das manifestações e práticas artísticas. A partir de um relato autobiográfico da minha trajetória como realizadora, reflito sobre a produção audiovisual que desenvolvi entre 2016 e 2022. Neste trabalho, proponho um modo de produção que denomino \"escrevivência audiovisual\", livremente inspirado na \"escrevivência\", termo criado por Conceição Evaristo para nomear a escrita narrativa de mulheres negras e periféricas brasileiras. Dialogando com teorias críticas do colonialismo, que tratam de questões como identidade, subalternidade, hegemonia cultural e interseccionalidade, elaboro uma reflexão sobre como as narrativas audiovisuais que produzi nesse período podem ser compreendidas como práticas contra-hegemônicas, por emergirem de um corpo atravessado por marcadores sociais de raça, classe e gênero. Além do registro de história de vida do ponto de vista de uma \"subjetividade periférica\", pude produzir também uma breve leitura sociológica em torno da produção audiovisual periférica da cidade de São Paulo, pela perspectiva da interseccionalidade entre raça, classe e gênero. Por fim, este trabalho apresenta uma reflexão teórico-conceitual sobre a escrevivência audiovisual, articulando aportes da sociologia e do audiovisual. A análise de dois filmes -- Neomedusa e Diáspora do Fluxo -- exemplifica de forma mais consistente essa proposta: um fazer artístico que utiliza os recursos do audiovisual para construir narrativas autobiográficas de autoria negra, feminina e periférica, cujas existências, por si, já se constituem como formas de resistência e de produção contra-hegemônica |
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