Influência da somatotropina recombinante bovina sobre padrões reprodutivos e metabólicos de éguas submetidas a transferência de embrião

A ação da somatotropina recombinante bovina (r-bST) é pouco descrita em equinos, tendo objetivado avaliar a sua influência na dinâmica folicular, coleta de embriões, vascularização folicular e perfil metabólico. Dez éguas sem raça definida foram submetidas a avaliações ultrassonográficas diárias, po...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: FERREIRA, Luis Eduardo Pereira de Andrade
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/7293
Acceso en línea:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/7293
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Somatotropina
Dinâmica folicular
Vascularização folicular
Equino
CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA
Descripción
Sumario:A ação da somatotropina recombinante bovina (r-bST) é pouco descrita em equinos, tendo objetivado avaliar a sua influência na dinâmica folicular, coleta de embriões, vascularização folicular e perfil metabólico. Dez éguas sem raça definida foram submetidas a avaliações ultrassonográficas diárias, por via transretal, durante o intervalo interovulatório, avaliando-se apenas os folículos ≥ 5 mm, sofrendo ainda coletas de sangue e avaliações ultrassonográficas em modo Doppler colorido a cada 48 horas. Cinco éguas foram tratadas com 500 mg de r-bST no primeiro e no 14º dia após ovulação, e as demais com soro fisiológico, formando o grupo tratado (GT) e controle (GC), respectivamente. A apresentarem folículos dominantes com diâmetro ≥ 40 mm, todas foram induzidas a ovular com hCG, inseminadas após 24 horas e submetidas a coleta de embrião seis dias após ovulação. No primeiro experimento os dados foram agrupados de acordo com o diâmetro do folículo dominante nas fases de emergência, divergência, dominância, pré-ovulatória, indução, inseminação e ovulação, sendo todas as éguas usadas duas vezes, no mesmo grupo, respeitando o intervalo de dois ciclos estrais, entre as repetições. No segundo experimento o percentual de vascularização folicular foi determinado subjetivamente, considerando apenas os momentos da segunda utilização das éguas. As concentrações de IGF-I, NEFA, glicose e proteína total foram mensurados em todos os momentos, com exceção do IGF-I com avaliações apenas no primeiro, sexto, 14ª e no último dia do intervalo interovulatório. O GT apresentou crescimento folicular precoce (± 3 dias) para as fases de emergência, divergência, dominância e pré-ovulatória, assim como para o seu maior folículo subordinado, que iniciou seu crescimento mais cedo. A taxa de recuperação de embriões não diferiu entre os grupos (90% para o GC e 70% para o GT), sendo coletadas 16 estruturas, obtendo uma não fecundada e as demais entre mórula e blastocisto inicial para o grupo GC e mórula e mórula compacta para o GT, com qualidade de excelente (dois grupos) a pobre (apenas no GC). O GT apresentou maior crescimento da vascularização folicular a partir do oitavo dia pós ovulação (p £ 0,05), mesmo sem diferenças nas taxas de vascularização. As concentrações de IGF-I e NEFA apresentaram aumentos significativos no D6 e D14 para IGFI e no D16 para o NEFA, porém mantendo-se dentro dos padrões fisiológicos. A glicose e a proteína total se mantiveram constantes. Desta forma, conclui-se que a r-bST influencia a dinâmica folicular das éguas, levando a uma antecipação do desenvolvimento folicular e favorecendo a vascularização folicular periférica sem prejuízos a homeostase corporal podendo ser utilizada para encurtar o ciclo estral.