Mulheres Comunistas no Brasil : Elisa Kauffmann Abramovich, Julieta Battistioli e Júlia Santiago da Conceição (1935-1965)
Este trabalho trata da vida de três mulheres brasileiras que militaram no Partido Comunista do Brasil (PCB) e que foram eleitas as primeiras vereadoras de suas respectivas capitais. Com origens, ofícios e interesses diversos, as vidas de Elisa Kauffmann Abramovich (São Paulo), Julieta Battistioli (P...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/223948 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/223948 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Biografia Mulheres Comunistas Memória Gênero Militante político : Biografia História Biographies Gender Communism Memory Militancy |
| Sumario: | Este trabalho trata da vida de três mulheres brasileiras que militaram no Partido Comunista do Brasil (PCB) e que foram eleitas as primeiras vereadoras de suas respectivas capitais. Com origens, ofícios e interesses diversos, as vidas de Elisa Kauffmann Abramovich (São Paulo), Julieta Battistioli (Porto Alegre) e Júlia Santiago da Conceição (Recife) nos ajudam a pensar os limites e possibilidades da militância de mulheres em geral e das comunistas em particular entre os anos 1930 e 1960 no Brasil. Ao longo da pesquisa – utilizando fundamentalmente a imprensa do PCB, jornais de grande circulação, documentação do DOPS e história oral – foi possível perceber as relações entre gênero, raça, classe, etnia e religião atuando na formação e nas escolhas das mulheres aqui estudadas, desempenhando papel fundamental para a composição e o alargamento de seus respectivos campos de possibilidades. O trabalho é divido em três partes, e cada parte é subdivida em outras três, uma para cada militante. A primeira trata de seus anos de formação, enfocando relações familiares, o ingresso no mercado de trabalho e na militância política, onde foi possível problematizar questões relativas à divisão entre espaço público e privado, o cotidiano industrial feminino e as possibilidades de organização para estas mulheres. A segunda confere centralidade ao PCB, mapeando suas organizações femininas, debatendo a relação nem sempre harmoniosa entre feminismo e comunismo e mostrando suas campanhas eleitorais e seus mandatos parlamentares. Nesta parte, ficou evidente como as campanhas e o exercício desses mandatos se pautaram, em grande medida, pela lógica do que hoje chamaríamos de “direito à cidade”, e as organizações das quais elas faziam parte foram muito importantes para politizar a maternidade e uma série de outras questões de gênero constantemente negligenciadas pelo Partido. Por fim, o trabalho trata da memória, discutindo como essas mulheres lembraram de sua militância e, sobretudo, como são lembradas atualmente por diferentes partidos, organizações e sujeitos. Através de homenagens, discursos e entrevistas, sugeriu-se como funcionam as disputas e os processos de enquadramento da memória. |
|---|