| Sumario: | O termo hidrocefalia é comumente utilizado para indicar aumento de volume dos ventrículos cerebrais, particularmente os ventrículos laterais. A doença é caracterizada pelo aumento do acúmulo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no crânio, podendo ocorrer em qualquer animal, com maior frequência em filhotes, embora considerada uma congenicidade rara em felinos. O diagnóstico é baseado no histórico, exame clínico, exame ultrassonográfico, tomografia ou ressonância magnética do crânio. O tratamento da hidrocefalia é baseado na condição clínica e idade do paciente, podendo ser realizado de forma clínica ou cirúrgica. A forma cirúrgica consiste em promover um desvio do fluxo de LCR do ventrículo lateral para a veia jugular ou cavidade peritoneal, enquanto o tratamento medicamentoso é baseado em medicamentos que reduzam a produção do LCR. O presente estudo teve com objetivo de relatar um caso de clínico de hidrocefalia congênita de diagnóstico em fase adulta em felino. Optou-se pelo tratamento clínico, com terapia medicamentosa sistêmica. A escolha terapêutica alinhou-se às práticas recomendadas na literatura, visando a estabilização do caso e minimização do desconforto do paciente. Apesar do animal apresentar recidivas, a terapêutica farmacológica foi eficaz no manejo da doença.
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