Eletroestimulação nervosa transcutânea parassacral associada à terapia comportamental versus terapia comportamental na enurese primária monossintomática: estudo clínico randomizado controlado

A enurese é definida como incontinência urinária durante o sono que ocorre após os 5 anos de idade. A forma mais comum desta patologia é a enurese monossintomática, na qual não existem sintomas diurnos associados que indiquem disfunção miccional. A utilização da eletroestimulação nervosa transcutâne...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Liliana Fajardo
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/6503
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6503
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Enurese monossintomática
Eletroestimulação nervosa transcutânea parassacral
Terapia comportamental
Monosymptomatic enuresis
Parassacral transcutaneous electrical neural stimulation
Behavioral therapy
Descripción
Sumario:A enurese é definida como incontinência urinária durante o sono que ocorre após os 5 anos de idade. A forma mais comum desta patologia é a enurese monossintomática, na qual não existem sintomas diurnos associados que indiquem disfunção miccional. A utilização da eletroestimulação nervosa transcutânea parassacral (ENTP) nas disfunções do trato urinário inferior já está bem difundida na literatura, no entanto seus efeitos na enurese monossintomática ainda precisam ser mais estudados. Objetivos: Avaliar a resposta clínica da ENTP associada à terapia comportamental em crianças com enurese primária monossintomática comparando ao tratamento comportamental. Material e Métodos: Estudo prospectivo, controlado e randomizado, no qual 72 crianças foram divididas em dois grupos: GC (uroterapia e estimulação elétrica placebo) e GE (uroterapia e ENTP). Em ambos os grupos, foram realizadas 20 sessões, três vezes por semana, durante vinte minutos cada, com 10Hz de frequência, 700μS de largura de pulso e intensidade determinada pelo paciente. Foram analisados os percentuais de noites secas 15 dias antes do tratamento (T0), após a realização da 20ª sessão (T1), 15 (T2), 30 (T3), 60 (T4) e 90 (T5) dias após o término das sessões. Resultados: Vinte crianças enuréticas, sendo 11 meninas (55%) com idade média de 9,09 ± 2,23 anos finalizaram o estudo. Os grupos eram semelhantes quanto o sexo (p>0,39). Não houve diferença na idade média entre os grupos. A média do percentual de noites secas do GE no T0 foi de 39,8%, no T1 de 53%, T2 de 58%, T3 59,2%, T4 58,2% e T5 63%, enquanto no GC esses percentuais eram de 24,4%, 37,3%, 33,4%, 33,2% e 34% respectivamente. A média do percentual de noites secas no GC foi de 32,7% e no GE 55,3% (p=0,046). Conclusão: A ENTP associada à terapia comportamental se mostrou mais eficaz que a terapia comportamental isolada no tratamento da enurese primária monossintomática.