Entre a potência e impossibilidade: um estudo da poética de Orides Fontela
O presente trabalho analisa a obra completa de Orides Fontela, com um total de cinco livros publicados entre 1969 a 1996, observando os processos de continuidade e ruptura ao longo de seu percurso. Buscou-se compreender como se estabelecem os seus mais notórios procedimentos estéticos, a tensão entr...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-14012015-183422 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-14012015-183422/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Consciência poética Contemporary Brazilian poetry Orides Fontela Poesia brasileira contemporânea Poesia e símbolos Poetic consciousness Poetry and symbols Potência e impossibilidade Potency and impossibility Silence and word Silêncio e palavra |
| Sumario: | O presente trabalho analisa a obra completa de Orides Fontela, com um total de cinco livros publicados entre 1969 a 1996, observando os processos de continuidade e ruptura ao longo de seu percurso. Buscou-se compreender como se estabelecem os seus mais notórios procedimentos estéticos, a tensão entre a palavra e o silêncio, a fixação pela luz, a constituição de seu sujeito lírico oculto, a densa presença de elementos da natureza e o trabalho conciso a partir de um peculiar repertório simbólico-metafórico. A análise e a interpretação de tais procedimentos permitiram observar como a poética orideana oscila entre a sensação de potência e impossibilidade. Para tanto, investigou-se a organização das inter-relações figurativas entre os poemas e como o emprego de pares antitéticos e ideias paradoxais contribuem para a riqueza de significação alcançada. A contínua transposição poética, entre a água e o sangue, o voo e o pouso, o céu e o abismo, a vida e a morte, tende a produzir uma camada de sentido subterrânea, que para além da aparente transcendência e extemporaneidade da autora, comunica-se com a historicidade de seu tempo |
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