O éthos de Otávio na série Rome (HBO)

O presente trabalho compõe o quadro conhecido dentro dos Estudos Clássicos como uma análise de recepção, ou seja, um estudo que, como Martindale (2006, p. 1-2) apresenta, interliga o mundo antigo e outros períodos históricos, mostrando que os discursos antigos não ficam circunscritos em seu próprio...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira Paulino da Silva, Camilla
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Revista Heródoto
Idioma:portugués
inglés
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/10963
Acceso en línea:https://periodicos.unifesp.br/index.php/herodoto/article/view/10963
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Roma antiga
Estudos Clássicos
Recepção Clássica
Otávio
Augusto
Ethos
Rome (HBO)
Ancient Rome
Classical Studies
Classical Reception
Octavian
Augustus
Descripción
Sumario:O presente trabalho compõe o quadro conhecido dentro dos Estudos Clássicos como uma análise de recepção, ou seja, um estudo que, como Martindale (2006, p. 1-2) apresenta, interliga o mundo antigo e outros períodos históricos, mostrando que os discursos antigos não ficam circunscritos em seu próprio tempo, havendo uma cadeia complexa de conexões entre eles e os mais diversos meios de difusão, entre eles a televisão, como é o nosso caso. Nesse processo, salienta-se que as relações entre os enunciados antigos e suas apropriações posteriores são produzidas no ponto de recepção, sendo o leitor essencial no processo interpretativo. Nesse artigo, analiso a personagem Otávio, da série Rome, da HBO, buscando evidenciar a aplicação do éthos proposto para a personagem, o de um garoto inteligente, prodígio, demonstrando que este se trata de um elemento já utilizado na tradição literária da Antiguidade para compor a imagem do futuro princeps. Para tal, utilizo o conceito de capital cultural, de Bourdieu, para argumentar sobre o processo de criação da série, e também lançaremos mão de alguns textos antigos, como as Filípicas, de Cícero, e a Vida de Augusto, de Suetônio.