Vulnerabilidade socioambiental em Fortaleza: uma perspectiva a partir do conforto térmico

A presente pesquisa relacionou as Classes de Vulnerabilidade Socioambiental estabelecidas para Fortaleza com as condições de conforto térmico internas e externas de residências representativas dos principais tipos residenciais encontrados nesta cidade. Para tanto, se propôs analisar o conforto térmi...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Paiva, Flávia Ingrid Bezerra
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/14897
Acesso em linha:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/14897
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Clima urbano
Conforto térmico
Planejamento urbano - Fatores climáticos
Descrição
Resumo:A presente pesquisa relacionou as Classes de Vulnerabilidade Socioambiental estabelecidas para Fortaleza com as condições de conforto térmico internas e externas de residências representativas dos principais tipos residenciais encontrados nesta cidade. Para tanto, se propôs analisar o conforto térmico, componente do clima urbano, como um parâmetro de vulnerabilidade socioambiental para a cidade de Fortaleza/Ceará e verificar se, segundo este parâmetro, as faixas delimitadas como mais vulneráveis socioambientalmente (pelo estudo realizado pelo Observatório das Metrópoles) se colocaram como as de maior desconforto térmico. O conforto térmico foi analisado segundo a perspectiva do Sistema Clima Urbano de Monteiro (1976, 2003), subsistema termo-dinâmico e mensurado segundo três Índices de Conforto Térmico. As medições das componentes climáticas (temperatura, umidade e velociadade do vento) foram coletadas no interior e exterior de dez diferentes residências, representativas dos dez principais tipos residenciais verificados neste municício, em dez dias de condições gerais das componentes climáticas consideradas padrão (7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 17 de Dezembro de 2012), em perfis de quinze horas, das sete às vinte e duas horas. Os resultados encontrados demostraram fortes constrastes entre as condições das componentes climáticas entre os pontos e diferentes níveis de contraste entre as condições internas e externas das dez residências. Por fim verificou-se que diferentemente da prorrogativa inicial as condições de conforto térmico não mostraram-se linearmente descrescentes quanto mais alta a vulnerabilidade, mas delimitaram-se em três agrupamentos, apresentando o primeiro (de mais baixa vulnerabilidade) as melhores condições de conforto, o segundo (de mais alta vulnerabilidade) condições medianas de conforto e o terceiro (de médias vulnerabilidades) as piores condições de conforto.