Não se nasce humano, torna-se: entre monstruosidades e desvios de gênero
A dissertação analisa, sob as perspectivas queer, queer of color e anticolonialista, como dissidências sexuais e de gênero são historicamente enquadradas como monstruosas — categoria que opera como dispositivo de exclusão social, política e ontológica. Parte-se do entendimento de que a cisheteronorm...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/43148 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43148 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::OUTROS::ESTUDOS SOCIAIS Identidade de gênero Sexo Teoria queer Monstros Gender identity Sex Queer theory Monsters |
| Sumario: | A dissertação analisa, sob as perspectivas queer, queer of color e anticolonialista, como dissidências sexuais e de gênero são historicamente enquadradas como monstruosas — categoria que opera como dispositivo de exclusão social, política e ontológica. Parte-se do entendimento de que a cisheteronorma impõe barreiras ao reconhecimento da plena humanidade de certos corpos, produzindo abjeção e violência, mas também abrindo espaços para estratégias criativas de resistência. O objetivo central é compreender de que formas a monstruosidade é atribuída ou reivindicada por tais corpos. Os objetivos específicos incluem compreender as fronteiras identitárias dos gêneros e das sexualidades a partir das lesbianidades e sapatonices; investigar a construção histórica da figura do monstro; discutir limites da assimilação social; e examinar deserções e contra produções de gênero que fabulem outras possibilidades de vida. A metodologia combina revisão bibliográfica interdisciplinar e a submetodologia de Jota Mombaça, que incorpora corpo e escrita como locus de conhecimento, recusando neutralidade e universalismo. A análise percorre genealogias coloniais e necropolíticas da monstruosidade, suas articulações com raça, classe, gênero e sexualidade, e critica formas normativas de inclusão, como homonormatividade e homonacionalismo (Puar, 2015). Aponta, por fim, que a monstruosidade pode funcionar como marca violenta de exclusão, escolha estratégica de resistência ou condição ambivalente. Defende que pirraça (Taliboy, 2021), fracasso e deserção constituem práticas de subversão potentes, capazes de desestabilizar fronteiras do que é ser humano e construir coletividades para além da assimilação neoliberal. |
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