Nutrição, partição de biomassa e crescimento de povoamentos de teca em Tangará da Serra-MT

A Tectona grandis, popularmente conhecida como teca, originária do sudoeste asiático, é cultivada no Mato Grosso com sucesso, com a obtenção de madeira para serraria de ótima qualidade. O adequado manejo nutricional é condição necessária à obtenção de altas produtividades, bem como à sustentabilidad...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Behling, Maurel
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositório:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:português
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/1597
Acesso em linha:http://locus.ufv.br/handle/123456789/1597
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Tectona Grandis
Produtividade florestal
Modelagem do crescimento
Forest productivity
Growth modeling
CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::CIENCIA DO SOLO
Descrição
Resumo:A Tectona grandis, popularmente conhecida como teca, originária do sudoeste asiático, é cultivada no Mato Grosso com sucesso, com a obtenção de madeira para serraria de ótima qualidade. O adequado manejo nutricional é condição necessária à obtenção de altas produtividades, bem como à sustentabilidade da produção. Este trabalho teve como objetivos: 1) quantificar a biomassa, o conteúdo de macronutrientes e sua distribuição nos diferentes compartimentos de árvores de teca e avaliar a eficiência de uso desses nutrientes para formação dos diferentes compartimentos e superfícies de aquisição dos recursos luz, água e nutrientes; 2) parametrizar o modelo de crescimento, baseado em processos, 3-PG (Physiological Principles in Predicting Growth) para plantios de teca na região Sudoeste de Mato Grosso; e 3) aprimorar o subsistema planta do sistema para recomendação de adubação para teca (FERTTECA). O trabalho foi desenvolvido em povoamentos de teca no município de Tangará da Serra-MT onde foram avaliadas sete parcelas com 132 árvores/parcela. Destas, duas eram parcelas com árvores jovens (17 meses) e cinco com árvores adultas (90 meses), três das quais também já avaliadas aos 29 meses por Oliveira (2003) e outras duas foram adicionadas e avaliadas em 2004 pela própria empresa proprietária da área. Em conjunto, foram assim obtidas quatro épocas diferentes de avaliação 17, 29, 64 e 90 meses. Foi abatida a árvore média em cada parcela aos 17, 29 e 64 meses, já aos 90 meses estratificou-se em três classes de diâmetro (DAP), representando o grau de dominância. Foram individualizados os componentes: folhas, galhos, casca, lenho, raízes e serapilheira, visando à determinação da matéria seca, teores e conteúdo de nutrientes, além da área foliar específica (AFE) e área específica de raízes finas (< 2 mm &#981;) e médias (2 a 5 mm &#981;). No solo, foram determinados os teores de nutrientes, densidade do solo e de partículas, as frações areia grossa, fina, silte e argila e curvas de retenção de água em diferentes camadas. Os teores de argila do solo são superiores a 60 % na superfície, sempre ultrapassando este valor em profundidade. Em média, a densidade do solo foi de 1,2 kg/dm³ e densidade de partículas de 2,9 kg/dm³ ao longo do perfil do solo. A água disponível, variou de 0,086 a 0,134 m³/m³ na camada de 0-20 cm e de 0,116 a 0,171 m³/m³ na camada de 40-60 cm. A biomassa total de raízes finas e médias foi de 1.335 e 1.258 kg/ha, respectivamente, com 56,2 % das raízes finas e 44,4 % das raízes médias concentradas na camada 0-20 cm. O comprimento total de raízes finas foi de 8.237 km/ha com 57,4 % nos primeiros 20 cm de profundidade. A quantidade total de nutrientes nas raízes, na camada de solo estudada (40-60 cm), em ordem decrescente foi K > Ca > N > Mg > P > S, sendo o P e S os nutrientes utilizados com maior eficiência para a formação de superfície radicular. A teca apresentou, em média, área foliar específica (AFE) de 13,1 m²/kg e ARE (raízes finas) de 13,9 m²/kg, indicando eficiência de mesma ordem de magnitude quanto à utilização do C na produção de superfícies para aquisição dos recursos radiação solar, água e nutrientes. O índice de área foliar (IAF) médio foi 1,2 m²/m² nas plantas jovens e de 8,3 m²/m² nas plantas adultas. A biomassa total do povoamento aos 90 meses foi de 133 t/ha, particionada na seguinte seqüência: lenho (51 %), raízes (17 %), galhos (13 %), casca (7 %) e folhas (5 %). A eficiência de utilização dos nutrientes para produção de parte aérea apresentou a seqüência S > P > Mg > N > K > Ca enquanto que para o lenho S > Mg > P > Ca > N > K, não havendo diferenças apreciáveis de eficiência em função do grau de dominância das árvores. A parametrização do 3-PG proporcionou boas estimativas para biomassa de folhas, índice da área foliar, biomassa de fuste (tronco + galhos), DAP, volume de lenho e incremento médio anual, variáveis que refletem o crescimento da floresta. A partição de carbono e de macronutrientes minerais para a copa decresceu com a idade das árvores, aumentando no tronco. O sistema FERTTECA mostrou-se satisfatório quanto às estimativas de produção volumétrica e de biomassa, bem como quanto aos conteúdos estimados de nutrientes no lenho ou no tronco.