Logística reversa no setor farmacêutico: análise dos desafios para os pequenos negócios

A logística reversa tem ganhado importância ao longo dos anos, e, a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010), têm sido requeridos dos diferentes setores empresariais uma efetiva participação no gerenciamento e fluxo reverso dos resíduos pós-consumo. Especialmente n...

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Detalles Bibliográficos
Autores: da Silva, Letícia Amorim, Santos, Jaqueline Guimarães, Pinto, Fabíola Maria Silva Costa
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo (SINSESP)
Repositorio:GeSec
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.revistagesec.org.br:article/1696
Acceso en línea:https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/1696
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Descarte de Medicamentos
Logística Reversa
Política Nacional de Resíduos Sólidos
Pequenos Negócios Farmacêuticos
Descripción
Sumario:A logística reversa tem ganhado importância ao longo dos anos, e, a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010), têm sido requeridos dos diferentes setores empresariais uma efetiva participação no gerenciamento e fluxo reverso dos resíduos pós-consumo. Especialmente no setor farmacêutico, a logística reversa tem o papel de direcionar corretamente os medicamentos após a sua vida útil ou o consumo descontinuado, caso contrário, oferece riscos ambientais e à saúde pública. Nesse contexto, o problema que delineia o estudo é: como pequenos negócios farmacêuticos realizam os canais reversos de medicamentos? Assim, o presente artigo tem como objetivo analisar como quatro microempresas farmacêuticas, localizadas no Agreste pernambucano, realizam a gestão da logística reversa dos medicamentos vencidos ou em desuso. Para tanto, realizamos uma pesquisa de abordagem qualitativa, em que participaram gestores de quatro microempresas farmacêuticas, além de uma engenheira ambiental de uma empresa pertencente a cadeia de suprimentos farmacêutica. No tocante as técnicas de coleta de dados, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e observação não participante, com registros em diário de campo. A intepretação e análise dos dados, por sua vez, foram ancoradas na análise de conteúdo. Como principais resultados, foi possível verificar que três, dos quatros estabelecimentos estudados, realizam parcialmente a logística reversa, de modo que ainda há pouca efetividade sobre o potencial que o fluxo reverso pode gerar de impacto positivo para o negócio e para a sociedade. Desse modo, evidenciamos a importância de treinamentos aos profissionais dos estabelecimentos farmacêuticos e que as empresas reconheçam seu papel como principal mediadora para o ciclo reverso de medicamentos.