Perfil epidemiológico dos pacientes com tuberculose atendidos em um hospital geral universitário, 1999-2001

Introdução: A tuberculose ainda determina elevadas taxas de morbimortalidade no município de São Paulo. Doença de curso prolongado e com múltiplos parâmetros a serem acompanhados cria obstáculos à vigilância da tuberculose. Objetivo: Descrever e analisar os casos de tuberculose entre residentes no m...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Okamura, Mirna Namie
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2003
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-16102023-204959
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-16102023-204959/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epidemiologia Hospitalar
Hospital Epidemiology
Hospital Morbidity
Morbidade Hospitalar
Tuberculose
Tuberculosis
Tuberculosis Surveillance
Vigilância da Tuberculose
Descripción
Sumario:Introdução: A tuberculose ainda determina elevadas taxas de morbimortalidade no município de São Paulo. Doença de curso prolongado e com múltiplos parâmetros a serem acompanhados cria obstáculos à vigilância da tuberculose. Objetivo: Descrever e analisar os casos de tuberculose entre residentes no município de São Paulo, atendidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), durante o período de 1999 a 2001. Material e Métodos: Foi realizado um estudo descritivo. Resultados: Durante o período o Hospital notificou 1.308 casos, abrangendo 5,4% dos casos novos identificados no município de São Paulo. Dos pacientes estudados 62,7% eram do sexo masculino, as faixas etárias mais atingidas foram entre os homens a de 30-39 anos (17,9%), e entre as mulheres a de 20-29 anos (10,2%). As formas clínicas mais freqüentes foram: pulmonar (56,1%), pleural (12,1%) e disseminada (9,4%). O serviço ambulatorial foi aquele que mais realizou diagnóstico de tuberculose (53,8%). Dos pacientes internados que foram a óbito 54,9% tinham coinfecção pelo hiv. A prevalência de M. tuberculosis multidroga-resistente foi de 2,2%. O laboratório, como fonte de informação, contribuiu com 32,1% das notificações, com o intervalo entre diagnóstico e notificação de 0 a 7 dias. Entre os pacientes que foram seguidos até a cura ou óbito (37,1% do total estudado) a letalidade foi 26,7%. Conclusões: A disponibilidade de informações relevantes, para a vigilância da tuberculose por unidades assistenciais que se assemelham ao HC-FMUSP, aponta o interesse de discutirmos a adoção de um sistema de vigilância para tuberculose com base em unidades sentinelas.