Avaliação da atividade antimicrobiana do pó de serra de Bowdichia virgilioides Kunth. (sucupira) frente à isolados clínicos de Staphylococcus spp / Evaluation of antimicrobial activity of Bowdichia virgilioides Kunth. (sucupira) against Staphylococcus spp. clinical isolates

Devido à elevada resistência aos antimicrobianos desenvolvida pelos microrganismos de interesse clínico, tornou-se imprescindível pesquisar novas drogas, eficazes no tratamento das doenças provocadas por estes, no homem. Esta busca tem se intensificado por meio de pesquisas de novas substâncias de o...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Figueiredo, Mariana Andrade, de Sena, Kêsia Xisto da Fonseca Ribeiro
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
Repositorio:Brazilian Journal of Health Review
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/30257
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/30257
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Staphylococcus spp.
Atividade antimicrobiana
Extrato bruto
Bowdichia virgilioides
Descrição
Resumo:Devido à elevada resistência aos antimicrobianos desenvolvida pelos microrganismos de interesse clínico, tornou-se imprescindível pesquisar novas drogas, eficazes no tratamento das doenças provocadas por estes, no homem. Esta busca tem se intensificado por meio de pesquisas de novas substâncias de origem natural, capazes de inibir o crescimento microbiano, pois é um antigo hábito da civilização humana utilizar produtos naturais com propriedades terapêuticas.  Objetivou-se verificar, por meio de testes in vitro, o potencial de atividade antimicrobiana de extratos brutos do pó de serra da madeira de lei, Bowdichia virgilioides Kunth. (sucupira). A escolha deste material se justifica pela resistência natural que ela apresenta ao ataque de microrganismos fitopatogênicos. Os microrganismos testes foram gentilmente cedidos pelo Laboratório de Bacteriologia do Hospital das Clínicas da UFPE (HC) e Laboratório Municipal de Saúde Pública do Recife (LMSR): Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus saprophyticus e Staphylococcus aureus (5 isolados). Das cinco linhagens de S. aureus testadas, duas eram multirresistentes. Os extratos foram obtidos com diferentes solventes, evaporados à secura, e retomados em DMSO, a uma concentração conhecida. Discos de papel com 6 mm de diâmetro, impregnados com 20 µL da solução do extrato, foram colocados sobre a superfície do meio semeado com os isolados clínicos, em placas de Petri. As placas foram incubadas a 35oC, por 24h. Os resultados obtidos foram comparados com aqueles dos antibiogramas dos isolados clínicos testados. A concentração mínima inibitória (CMI) foi determinada se utilizando volumes variados de uma solução a 20.000µg/mL dos extratos brutos. Todos os extratos brutos de Bowdichia virgilioides mostraram-se ativos, inibindo o crescimento de todos os isolados clínicos de S. aureus, S.epidermidis e S. saprophyticus. Os extratos mais eficazes foram o acetato de etila e o acetônico; os melhores resultados foram obtidos frente a S. epidermidis (halos de 19 a 23 mm), seguido de S. saprophyticus (halos de 16 a 19 mm) e S. aureus cepa VI (halos de 14 a 18 mm). Quando comparados aos critérios de interpretação dos diâmetros dos halos de inibição, internacionalmente adotados para o antibiograma, pode-se verificar que os isolados de S. epidermidis e S. saprophyticus foram sensíveis ao extrato, enquanto a maioria dos S. aureus apresentou sensibilidade intermediária. A CMI dos extratos brutos variou de 1000µg/ml a 125µg/ml. Os resultados apontam para um potencial utilização do pó de serra de sucupira como matéria prima para extração de agentes antimicrobianos.